O que Marília disse a aliados em dia seguinte a encontro com Edinho

Pré-candidata do PT ao Senado se reuniu com seu antigo secretariado na Prefeitura de Contagem
Estratégia de Marília passa por evitar ativação da polarização em Minas. Foto: Redes Sociais / Divulgação

O receio de que uma eventual candidatura própria do PT ao governo de Minas Gerais estimule ainda mais a polarização política no estado e fortaleça os partidos adversários norteou uma reunião entre Marília Campos e integrantes de seu antigo secretariado na Prefeitura de Contagem. O encontro aconteceu nesta segunda-feira (29), um dia após ela conversar sobre a questão com o presidente nacional petista, Edinho Silva.

O bate-papo ocorreu no gabinete do prefeito de Contagem, Ricardo Faria (PSD), que também esteve presente. Marília é o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para encabeçar uma chapa do PT em Minas, mas resiste à ideia e defende que a sigla dê apoio a um candidato externo.

Aos secretários de Faria, Marília afirmou que reconhece ser competitiva para disputar o governo, como deseja a cúpula petista, mas reiterou que considera a candidatura ao Senado o caminho mais viável. De acordo com apuração de O Fator, a ex-prefeita disse aos ex-colegas de trabalho ter transmitido essa avaliação a Edinho, que ficou de repassá-la ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Marília também pediu aos aliados que reforcem publicamente sua condição de pré-candidata ao Senado. Segundo um dos participantes, ela defendeu que os outros partidos da Federação Brasil da Esperança — composta, além do PT, por PCdoB e PV — endossem o posicionamento.

Encontro com segunda leva de aliados

Depois de conversar com os integrantes do primeiro escalão da Prefeitura de Contagem, a petista foi ao encontro de vereadores de Contagem que compunham sua base de apoio na Câmara Municipal. Segundo relatos obtidos pela reportagem, ela repetiu aos parlamentares os argumentos que comumente utiliza para defender a pré-candidatura a senadora.

A reunião desse domingo (28) entre Edinho e Marília aconteceu em Belo Horizonte. Conforme noticiou O Fator, o dirigente pediu aos correligionários mineiros que não avancem em conversas sobre eventual apoio a pré-candidatos de outros partidos ao governo. A ex-prefeita defende uma união a nomes como Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares Júnior (PSB).

Reforço narrativo

A estratégia defendida por Marília na reunião com Edinho Silva foi reforçada publicamente poucas horas depois por seu marido, o economista José Prata Araújo, que coordena a pré-campanha dela ao Senado.

Em texto divulgado em seu blog pessoal, Prata afirmou que uma hipotética entrada de Marília na corrida pela sucessão estadual faria a disputar deixar de ser uma avaliação sobre sua gestão em Contagem para se transformar em um plebiscito sobre a volta do PT ao comando do estado.

“A narrativa da direita será óbvia: ‘Esqueçam a Marília prefeita de Contagem, o que está em jogo é o retorno do PT ao governo de Minas Gerais'”, lê-se em um dos trechos do texto.

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

Leia também:

Futebol decolonial é um saco!

O que Marília disse a aliados em dia seguinte a encontro com Edinho

Mineração na Serra do Curral secou córrego dentro do Minas Country Clube, aponta indiciamento da PF

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse