O que muda com as novas regras para a agricultura irrigada em Minas

Setor aposta em marco legal oficializado nesta terça para ampliar áreas agrícolas aptas a métodos irrigantes e acelerar produção
Área agrícola irrigada
Áreas irrigadas correspondem a 15% do perímetro produtivo de Minas. Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

A edição, nesta terça-feira (8), do decreto que regulamenta as bases da Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável de Minas Gerais, trouxe consigo a expectativa de produtores rurais pela ampliação da área produtiva em que pode haver irrigação. Atualmente, segundo informou a O Fator o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas, Thales Fernandes, o estado tem apenas cerca de 15% de seu perímetro produtivo irrigado.

As bases do decreto estão no detalhamento do chamado Plano Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável (Peais), que estabelece critérios para a certificação de projetos de irrigação, cria uma base de dados com informações referentes aos empreendimentos dos agricultores irrigantes e estabelece ações regionais para estimular esse tipo de produção.

A ideia é agilizar, por exemplo, as licenças para pequenos projetos de irrigação. As autorizações, além de ampliar as áreas produtivas irrigantes, podem dar fôlego ao agronegócio mineiro. O novo decreto é fruto de projeto de lei apresentado pelo deputado Antônio Carlos Arantes (PL).

A reserva de recursos públicos poderá acontecer por meio da construção de empreendimentos como poços artesianos e barramentos.

“As regiões mais beneficiadas serão às que têm os maiores conflitos hídricos, menor índice pluviométrico e maior histórico de escassez. O produtor vai ter a possibilidade de reservar água na época das chuvas”, diz a chefe do Núcleo de Gestão Ambiental da pasta de Agricultura de Minas, Ariel Chaves.

Segundo Ariel, o decreto vai apontar, aos produtores rurais, os documentos que precisarão ser encaminhados ao poder público para viabilizar o licenciamento de projetos irrigantes, que serão reconhecido como ações de utilidade pública.

“É um passo a passo, (mostrando) para que órgão (do poder público) cada etapa (rumo ao reconhecimento) tem de ser apresentada”, pontua.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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