O Novo já trabalha com dois nomes para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial de Romeu Zema: o senador Eduardo Girão e o cientista político Luiz Felipe d’Ávila. Ambos são filiados à legenda e passaram a concentrar as discussões internas após o enfraquecimento da possibilidade de uma aliança com o ex-ministro Joaquim Barbosa (DC).
Segundo interlocutores, a definição sobre o desenho da chapa de Zema deve ser tomada até esta quarta-feira (5).
Como mostrou O Fator, o impasse nas negociações com Barbosa fortaleceu uma ala do partido que sempre defendeu uma chapa pura, formada exclusivamente por integrantes do Novo. Com isso, Girão e D’Ávila ganharam força como as principais alternativas para a composição.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, Girão aparece hoje como o favorito de parte da direção nacional. A avaliação é que o senador reúne características consideradas estratégicas para a campanha: representa o Nordeste, região onde Zema busca ampliar sua presença eleitoral, é respeitado entre lideranças da direita e não enfrenta resistência dentro da legenda. Para participar da disputa nacional, o parlamentar terá de desistir da candidatura ao governo do Ceará.
Felipe d’Ávila, por sua vez, segue como uma opção competitiva. Candidato do Novo à Presidência em 2022, ele mantém prestígio entre integrantes do partido e tem uma relação de proximidade com Zema, fator que também pesa nas discussões internas sobre a formação da chapa.