Pacheco agradece Lula por apoio a candidatura em MG, mas aliados acreditam que ‘momento já passou’

Senador é o nome favorito do presidente para a disputa em Minas, mas parlamentar já deu sinais que não vai encarar a eleição
Lula e Pacheco
Interlocutores acreditam ser difícil candidatura do senador em Minas. Foto: Agência Brasil

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) respondeu, nesta quinta-feira (11), às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que voltou a pedir publicamente que o parlamentar dispute o governo de Minas Gerais em 2026. Pacheco agradeceu o reconhecimento e disse estar sempre aberto ao diálogo com o presidente.

Nos bastidores, porém, o entorno do senador avalia que “esse momento já passou”. Para interlocutores ouvidos por O Fator, declarações públicas de Lula não mexem no cenário se não houver atuação prática. A crítica é direta: o presidente, até hoje, não entrou em campo para preparar uma candidatura em Minas, muito menos a de Pacheco.

Com a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, articulada com aval do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, Pacheco ficou sem partido para disputar a eleição. Simões é o candidato à sucessão de Romeu Zema (Novo) pela mesma sigla que o senador integra.

Mais do que legenda, falta a Pacheco uma coalizão viável. O MDB já ventila Gabriel Azevedo como pré-candidato. O União Brasil está federado ao PP, que apoia Simões. Restaria apenas o PSB, mas a filiação aos socialistas deslocaria o senador à esquerda, em contradição com seu discurso de centro.

O que disse Lula

Em entrevista à TV Alterosa e ao Portal Uai nessa quinta-feira, Lula insistiu que não desistiu de Pacheco.

“Quando comecei a alimentar na minha cabeça e no Rodrigo Pacheco a importância de ele ser candidato ao governo do estado é porque aprendi a gostar do Pacheco. Acho ele competente. E hoje ele é a maior personalidade pública de Minas Gerais”, afirmou o presidente.

Lula reforçou o apelo: “Eu falei com ele: ‘Estou te pedindo para você me ajudar a ganhar as eleições da presidência da República, você será governador do segundo estado mais importante do Brasil. Você pode fazer a diferença nesse processo eleitoral’. Ele pensa que eu desisti, mas eu não desisti. Nós temos todo o tempo do mundo ainda”.

O presidente minimizou a urgência na definição. “Eu não tenho pressa. Quem tem pressa come cru. Eu vou esperar o tempo passar, ainda quero que o Pacheco ouça essa entrevista e saiba que eu não perdi a esperança que ele tente seja governador. Se chegar o momento de decidir e ele não quiser mesmo, vamos encontrar outra pessoa para governar Minas Gerais de verdade”.

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