Por que demissão de diretor de subsidiária da Cemig abriu nova crise na privatização da Copasa

Movimentação na estatal acontece dois dias antes de ida a plenário do projeto mais importante do governo Zema no ano
Thiago Cota (dir.) não gostou nada da demissão do aliado. Foto: ALMG

A demissão de um diretor da Cemig Sim, subsidiária da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), ocorrida nesta segunda-feira (1º), fez a articulação do governo Zema em torno da aprovação do projeto que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento (Copasa) estremecer.

O diretor demitido, Marley de Souza, é ligado ao deputado estadual Thiago Cota (PDT), que vem sendo um dos parlamentares mais atuantes em torno da aprovação do texto da Copasa. O pedetista, inclusive, foi o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retirou a necessidade de realização de referendo popular para privatizar a empresa de saneamento.

Cota não gostou nada da demissão de Marley e, pelo que O Fator apurou com interlocutores do parlamentar, fez chegar a interlocutores do governo Zema que pode desistir de votar a favor da privatização da Copasa.

A demissão de Marley foi uma decisão da cúpula do Executivo estadual e de integrantes do Novo, mas não teria passado pelo aval do secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP), responsável pela articulação em torno do projeto de privatização.

Instituída em 2019, a Cemig Sim atua na geração distribuída de energia.

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