Resistência do PDT mineiro abre caminho para Rede filiar Janones

A saída do deputado do Avante para o partido de Marina Silva deve ocorrer durante a janela partidária do próximo ano
O deputado federal mineiro André Janones. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Interlocutores da Rede Sustentabilidade acreditam que o partido vencerá a disputa informal aberta com o PDT pela filiação do deputado federal André Janones (MG), de saída do Avante.

O otimismo da Rede encontra respaldo em uma questão interna: O Fator apurou que as conversas com os trabalhistas esfriaram por causa da resistência do diretório estadual em filiar o parlamentar.

A migração de Janones ocorrerá entre março e abril do ano que vem, durante a janela aberta pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as trocas partidárias.

Como a reportagem já mostrou, desde que as tratativas com Janones começaram, o tema dividiu lideranças do PDT mineiro. Apesar de a possível filiação empolgar o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, nomes da legenda no estado temiam que o movimento pudesse trazer problemas, visto que o deputado é conhecido por não recuar de polêmicas.

Em outubro, aliás, Janones voltou a bater ponto no Congresso Nacional após três meses de suspensão. Ele recebeu a sanção após ser acusado, por parlamentares do PL, de ter proferido ofensas homofóbicas contra o conterrâneo Nikolas Ferreira.

Apesar do retorno, o mineiro ainda responde no Conselho de Ética a esse e a outros quatro processos de quebra de decoro parlamentar. Todos eles foram movidos pelo diretório nacional do PL.

Na Rede, Janones é visto como um quadro capaz de potencializar o desempenho da chapa de candidatos a deputados federais da legenda, que forma uma federação com o Psol. O principal ativo seria o bom desempenho nas redes sociais.

Mas, como O Fator mostrou, o parlamentar chegou a sinalizar a aliados que pretende indicar ao governo federal que também está disposto a disputar a ser o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a sucessão de Romeu Zema (Novo) no ano que vem.

Uma migração ao PT, inclusive, chegou a ser cotada. A função principal seria a de fazer frente nas redes sociais a nomes da direita. Mas a junção de polêmicas com a possibilidade dele ter de enfrentar uma “chapa pesada” fez com que as conversas não avançassem.

Fransciny Ferreira é jornalista, com especialização no setor público e em gestão de imagem. Atua na cobertura política, com experiência em redações, assessoria de imprensa e marketing digital. Foi editora-chefe de O Tempo em Brasília, assessora da Presidência do Senado e liderou estratégias de PR no setor farmacêutico. Sugestões de pautas para: [email protected]

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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