Retrospectiva 2024: A Ucrânia contra-ataca

Em agosto, o agredido passou a bater de volta com botas no chão do território do invasor
Zelensky em reunião na Ucrânia com militares
Zelensky em reunião em agosto: quem não faz, leva. Foto: Volodymyr Zelenskyy/Twitter

Algumas vezes a história é definida pelo que não aconteceu. 2022, por exemplo, foi definido por um não-evento: a Ucrânia não caiu. Putin não conseguiu seu objetivo.

A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em 2014, com a anexação da Crimeia e os ataques dos separatistas pró-Rússia na região do Donbas. A invasão completa, em fevereiro de 2022, está prestes a completar três anos. Tudo o que está acontecendo é consequência do fracasso de Putin e sua recusa em parar de invadir.

Em agosto deste ano a guerra ganhou um capítulo importante. O agredido passou a bater de volta com botas no chão do território do invasor. Tropas ucranianas entraram no estado de Kursk. Em poucos dias o comandante ucraniano Oleksandr Syrskyi afirmou em vídeo ter capturado 1.000 km² de área na região do inimigo.

Os russos anunciaram ter retomado o controle de algumas cidades, mas, para suprema humilhação de Putin, a Ucrânia ainda está em Kursk.

Em outubro autoridades dos Estados Unidos e da Ucrânia anunciaram que soldados da Coreia do Norte tinham chegado à Rússia. A necessidade de reforços de um país tão distante da linha de frente indica que Putin estava perdendo o jogo – ao menos até a vitória de Trump. Como O Fator mostrou, a novidade também significa que agora, na prática, o Brasil é aliado da Coreia do Norte.

Frederico "Cedê" Silva é repórter em Brasília. Tem passagens por O Antagonista, VEJA BH, Estadão e Estado de Minas. Foi produtor do 'CQC' na Band e do programa 'Manhattan Connection' no MyNews.

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