Secretário do PT de Minas é condenado por rombo de R$ 6,7 milhões em Montes Claros

Ao todo, cinco pessoas foram consideradas culpadas; crime aconteceu em 2008
Alfredo Ramos foi condenado por peculato e lavagem de dinheiro. Foto: Reprodução.

O secretário de finanças do PT de Minas, Alfredo Ramos, foi condenado por um rombo de R$ 6,7 milhões no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Montes Claros (Prevmoc). O crime aconteceu em 2008. Na época, ele era presidente da entidade.

Emerson Vieira, Milton Soares, José Ubiratan e Valdir Massari também foram considerados culpados.

Denúncia

A denúncia partiu do Ministério Público. Alfredo teria agido em conjunto com a falida empresa Atrium DTVM S/Al para adquirir títulos da dívida pública federal com recursos públicos do instituto.

O MP concluiu que o valor pago pelos títulos foi superfaturado, ou seja, muito maior que o valor de mercado dos papéis.

Condenação

A juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Montes Claros, Clarissa Pedras Gonçalves de Andrade, condenou Alfredo a 11 anos e 4 meses de reclusão, além de 60 dias-multa, no valor de 1 salário-mínimo cada dia-multa.

Ele foi enquadrado nos crimes de peculato (9 vezes) e lavagem de dinheiro. Ele recorre da sentença em liberdade.

Trajetória

Alfredo foi eleito vereador de Montes Claros por dois mandatos (2008-2012). Em 2013, foi cassado por abuso de poder econômico ao utilizar um jornal sindical para promover sua campanha.

O site do PT de Minas aponta Alfredo como integrante da secretaria de finanças da sigla. O presidente do partido em Minas, Cristiano Silveira, comentou o caso: “Quanto à situação envolvendo o atual secretário de Finanças, Alfredo Ramos, não há qualquer questionamento sobre sua atuação no cargo que ocupa na direção do Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais. A direção desta instituição acredita no devido processo legal, na presunção de inocência até que se prove o contrário e no amplo direito à defesa. Portanto, manifestar-se-á somente após o trânsito em julgado do processo do qual ele é parte.”

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