Senadores aprovam outro projeto de expansão do limite do MEI

Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) retirou ajuste automático pela inflação e autorização para 2º empregado
Veneziano e Ivete
Veneziano (à esq.) modificou a proposta de Ivete (à dir.) sobre o MEI. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta (22) mais um projeto que aumenta a receita máxima anual do MEI.

É pelo menos o terceiro projeto com tramitação recente no Congresso sobre o assunto.

A proposta votada hoje, de autoria da senadora Ivete da Silveira (MDB-SC), recebeu um parecer favorável de Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), com modificações.

Ela aumenta a receita máxima dos atuais R$ 81 mil para R$ 140 mil.

Ivete propôs que o limite de receita fosse atualizado pelo IPCA todo ano, mas Veneziano retirou esse dispositivo no parecer.

Ele também retirou outra proposta da senadora: a permissão para o MEI contratar até dois empregados em vez de um.

“Não obstante o elevado mérito da matéria, a Secretaria da Receita trouxe ao conhecimento desse Relator que a correção automática do valor de enquadramento, bem como a possibilidade de contratação de até dois empregados, teriam impactos previdenciários significativos, sugerindo que, por ora, a adequação se restringisse ao aumento do valor limite para os R$ 140 mil propostos”, diz o parecer de Veneziano.

A Fazenda e a Receita Federal não responderam imediatamente às perguntas de O Fator.

Há pelo menos mais dois projetos para ampliar a receita do MEI com tramitação ativa no Congresso.

Um deles, de autoria do deputado federal Heitor Schuch (PSB-RS), foi aprovado no mês passado na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara. Ele aumenta a receita anual máxima do MEI de R$ 81 mil para R$ 150 mil por ano, e contém um parágrafo para que o valor seja reajustado pelo IPCA todo ano.

Outro, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), está mais avançado. Já foi aprovado no Senado, em 2021. O texto aumenta o limite para R$ 130 mil, e autoriza o MEI a ter até dois empregados em vez de um. Ao contrário do projeto de Schuch, esse texto não tem mecanismo de reajuste automático do limite.

Hugo Motta chegou a pautar a votação de um requerimento de urgência para o projeto de Campos na sessão do plenário de 8 de outubro, mas ele não foi votado. A sessão se dedicou a retirar de pauta a MP da arrecadação extra, que caducou naquela noite.

Desde então, o requerimento sumiu das pautas seguintes, inclusive de ontem (21) e hoje.

O texto aprovado hoje pelos senadores segue para a Comissão de Assuntos Econômicos, presidida por Renan Calheiros.

Leia mais:

Fazenda e Previdência não têm estimativa de impacto de expansão do MEI

Frederico "Cedê" Silva é repórter em Brasília. Tem passagens por O Antagonista, VEJA BH, Estadão e Estado de Minas. Foi produtor do 'CQC' na Band e do programa 'Manhattan Connection' no MyNews.

Leia também:

A quarta-feira cheia da ALMG nesta semana

O mal-estar no PT por causa de vídeo de Marília Campos com Gabriel Azevedo

Justiça rejeita ação de suplente contra vereadora de BH por uso de ‘Carreta da Saúde’ em campanha

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse