Tadeuzinho entra em campo por projeto que regulariza gratificações a servidores da Fazenda

Proposta que sistematiza valores pagos a auditores fiscais e gestores ainda não encontra consenso entre deputados
O presidente da Assembleia de Minas, Tadeu Leite
Tadeuzinho defende a aprovação de projeto sobre a Gepi. Foto: Alexandre Netto/ALMG

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite (MDB), entrou em campo para defender a aprovação do projeto de lei que trata da concessão de gratificações a auditores fiscais e gestores da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), apurou O Fator.

O texto, no entanto, ainda não encontra consenso na Casa e segue sem previsão de avançar.

A proposta em questão trata da Gratificação de Estímulo à Produção (Gepi). A bonificação vinha sendo reajustada anualmente por meio de normativa do Executivo, mas em novembro de 2025 o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que majorações do tipo dependem de lei específica. O objetivo da proposição, portanto, é regularizar esses aumentos.

A matéria está na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Casa desde junho, mas parlamentares da oposição defendem a utilização do texto para emplacar emendas sobre bonificações a outras categorias do funcionalismo. Esse impasse trava a tramitação. Em março, o governador Mateus Simões (PSD) disse a deputados de sua base aliada que o Executivo não possui espaço fiscal para sancionar emendas que gerassem aumento de desembolso.

No fim de julho, auditores fiscais chegaram a acertar um indicativo de greve para o início deste mês. O movimento acabou brecado por força de decisão judicial. No entanto, quando anunciaram a paralisação, representantes da categoria apontaram a não aprovação do projeto da Gepi como um dos pontos de insatisfação.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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