Vale consegue aliviar custos de obras de contrapartida em trechos ferroviários de Minas

Empresa conseguiu diminuir, em cerca de R$ 8 milhões, despesas inerentes a intervenções ao longo da ferrovia Vitória-Minas
De acordo com a Vale, a eliminação das passagens em nível foi definida em diálogo com as comunidades, como “medida de melhoria da segurança da operação ferroviária”. Foto: Divulgação Vale

A Vale conseguiu um alívio financeiro relevante no pacote de obras previsto na renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas. Com aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a mineradora foi desobrigada de realizar a automatização de passagens em nível em oito municípios mineiros. O aval às alterações foi oficializado na segunda-feira (19), no Ementário de Publicações da ANTT.

A mudança atinge diretamente Barão de Cocais, Caeté, Itabira, Rio Piracicaba, Resplendor, Conselheiro Pena e João Monlevade. As obras estavam listadas no Caderno de Obrigações do 3º Termo Aditivo ao contrato de concessão da ferrovia e, juntas, representavam um custo estimado em quase R$ 8 milhões.

As passagens em nível — cruzamentos entre uma ferrovia e uma estrada (ou via urbana), no mesmo plano, sem elevação ou rebaixamento — são sinalizações utilizadas em ferrovias com tráfego muito intenso, como linhas de metrô e trens metropolitanos, por permitirem intervalos reduzidos entre composições, o que viabiliza o transporte de grandes volumes de passageiros.

De acordo com a Vale, a eliminação das passagens em nível foi definida em diálogo com as comunidades, como “medida de melhoria da segurança da operação ferroviária”.

“Em cada localidade foi definida a melhor solução para garantir o direito de ir e vir das pessoas, respeitando as particularidades de cada território. O processo foi acompanhado e aprovado pela ANTT”, informou a companhia.

Todas as alterações, segundo a ANTT, observam o “impacto no equilíbrio econômico-financeiro do Contrato de Concessão”. Ou seja: foram feitas considerando os efeitos financeiros e econômicos que provocam no contrato firmado entre a concessionária (Vale) e o poder público (representado pela ANTT).

Ainda conforme a agência reguladora, a exclusão das intervenções do caderno de obras aconteceu porque as oito passagens em nível se localizam em área remota, com baixa ou inexistente densidade populacional no entorno, e “pela existência de outras passagens nas proximidades que atendem a comunidade local ou por serem de uso exclusivo pela concessionária daqueles acessos”.

“Desse modo, não se faz mais necessária a realização dos investimentos nos locais estabelecidos no contrato por não mais existirem os conflitos urbanos a serem mitigados”, indicou a ANTT.

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

Leia também:

A quarta-feira cheia da ALMG nesta semana

O mal-estar no PT por causa de vídeo de Marília Campos com Gabriel Azevedo

Justiça rejeita ação de suplente contra vereadora de BH por uso de ‘Carreta da Saúde’ em campanha

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse