Vereadores de BH ensaiam movimento de oposição e cobram Damião por execução de emendas

Parlamentares falam em lentidão da Prefeitura no atendimento às demandas apresentadas pelos integrantes do Legislativo
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Plenário da Câmara durante a prestação de contas do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). Foto: Cristina Medeiros/CMBH

Um grupo de 16 vereadores insatisfeitos com o calendário de obras da gestão do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) encaminhou, nessa quarta-feira (15), requerimento ao presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Juliano Lopes (Podemos), solicitando a criação de uma Comissão Especial de Estudo para analisar a execução das emendas impositivas de autoria dos parlamentares. A matéria será apreciada na sessão plenária desta quinta-feira (16).

Segundo apurou O Fator, o movimento de cobranças ao prefeito vem sendo construído nos últimos meses nos corredores da Câmara e teve entre seus principais articuladores integrantes das bancadas do PL e do Novo.

Nas últimas semanas, contudo, as críticas à administração ganharam o apoio até mesmo de vereadores da base de sustentação da Prefeitura no Legislativo.

O documento é assinado por Braulio Lara (Novo), Bispo Arruda (Republicanos), Fernanda Altoé (Novo), Flávia Borja (Podemos), Irlan Melo (PL), José Ferreira (Podemos), Juhlia Santos (Psol), Luiza Dulci (PT), Pablo Almeida (PL), Pedro Patrus (PT), Professora Marli (PP), Professora Nara e Wagner Ferreira, ambos da Rede, Sargento Jalyson, Uner Augusto e Vile Santos, todos do PL.

Em 6 de abril, quando foi à CMBH prestar contas de seu primeiro ano como prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil) ouviu de diversos vereadores depoimentos de insatisfação em relação ao atraso da administração municipal na entrega das obras e projetos solicitados através das emendas.

O prefeito destacou que, na condição de ex-vereador, entendia a cobrança por parte de seus ex-colegas de Legislativo municipal. Damião afirmou, no entanto, que a Prefeitura enfrenta um cenário de contas apertadas, com déficit próximo a R$ 800 milhões.

As explicações do chefe do Executivo não foram suficientes. Caso o requerimento seja aprovado pela maioria da Câmara nesta quinta, Damião terá que enfrentar a primeira Comissão Especial responsável por fiscalizar a execução orçamentária de sua gestão.

Desde que tomou posse, em 3 de abril do ano passado, o prefeito tem encontrado respaldo da maioria dos parlamentares na apreciação dos projetos enviados pelo Executivo.

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