O deputado federal André Janones, da Rede Sustentabilidade, não deve tomar, ao menos por ora, posição pública na disputa pelo governo de Minas Gerais. O partido do parlamentar vive uma situação incomum: apesar de integrar a coligação de Patrus Ananias (PT) a reboque de uma decisão do Psol, com quem forma uma federação, liberou filiados para apoiar informalmente Alexandre Kalil (PDT).
O Fator apurou que o plano de momento de Janones é só se manifestar sobre a corrida rumo ao Executivo estadual em um eventual 2° turno. Ele tem dito a interlocutores que a prioridade é ajudar as chapas proporcionais da federação Rede-Psol e trabalhar pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A espécie de neutralidade representa um recálculo. Antes, havia sinalizado que caminharia conforme a orientação de Lula.
A decisão da federação de embarcar na coalizão de Patrus só foi tomada na terça-feira (10), cinco dias antes do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para a batida de martelo. A definição aconteceu por meio do diretório nacional do bloco, controlado pelo Psol.
Se dependesse da cúpula estadual da federação, controlada pela Rede, as legendas caminhariam de papel passado com Kalil.
A dissonância causou um choque público entre as direções das agremiações. A presidente do Psol mineiro, Iza Lourença, descartou a participação da sigla em uma aliança com o PSDB, que endossa a candidatura de Kalil e indicou o candidato a vice, Carlos Mosconi.
O porta-voz estadual da Rede, Paulo Miranda, por sua vez, afirmou que, desde o nascimento, o partido apoia Kalil. Segundo ele, os mandatos do ex-prefeito de Belo Horizonte na cidade foram “exitosos” e contaram com a participação de quadros da sigla.