Orçamento de agência de Musk no governo caiu 34%

Bilionário dono da SpaceX, da Tesla e do Twitter doou US$ 238 milhões para campanha de Trump
Musk de pé em festa da posse de Trump
Musk em festa da posse de Trump: corte no orçamento da agência dele antes de começar. Reprodução/Donald J Trump/YouTube

O orçamento da agência federal americana apropriada pelo governo Trump para dar um cargo ao bilionário Elon Musk caiu quase 34% no fim do governo Biden, de US$ 113 milhões para US$ 75 milhões por ano.

Os números estão na proposta orçamentária enviada pelo então presidente Joe Biden ao Congresso em março de 2024.

A proposta foi para o ano fiscal 2025, que começou em outubro do ano passado.

O valor de US$ 75 milhões para o atual ano fiscal, que termina em setembro, ainda pode mudar. O Congresso ainda não aprovou uma lei final autorizando os gastos, o equivalente americano da Lei Orçamentária Anual (LOA), e o governo está funcionando com base em uma resolução provisória que expira em 14 de março.

Como O Fator explicou, o Serviço Digital dos Estados Unidos (USDS) é uma espécie de ‘Gov.Br’ americano. A agência, criada em 2014, no governo Obama, criou um sistema para o contribuinte americano acessar programas de declaração de Imposto de Renda, reformulou o acesso a benefícios da Previdência, e criou uma plataforma para usuários de exames de Covid-19 relatarem os resultados, entre outros.

Dias depois de Biden enviar a proposta ao Congresso, o jornal Federal News Network, especializado em cobrir o governo, registrou que senadores haviam reduzido o orçamento do USDS em mais US$ 10 milhões – portanto, para US$ 65 milhões. Porém, a decisão não é final.

Para criar com agilidade um departamento para Musk, que doou mais de US$ 238 milhões para sua campanha presidencial, Trump renomeou o USDS, uma agência já existente. Criar uma agência nova exigiria aprovação do Congresso.

O USDS foi rebatizado de Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), referência a um meme, uma simpática cachorrinha que ficou conhecida como ‘Doge’, corruptela da palavra dog.

Frederico "Cedê" Silva é repórter em Brasília. Tem passagens por O Antagonista, VEJA BH, Estadão e Estado de Minas. Foi produtor do 'CQC' na Band e do programa 'Manhattan Connection' no MyNews.

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