TJMG adia julgamento de ação que questiona teto de gastos de Zema

Trava orçamentária está em vigor desde o ano passado, a reboque do Regime de Recuperação Fiscal (RRF)
Foto mostra a sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em BH
Judiciário foi instado a se manifestar a respeito de teto de gastos de Zema. Foto: Eric Bezerra/TJMG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) adiou, para 12 de março, o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada para questionar o teto de gastos decretado pelo governador Romeu Zema (Novo) em agosto do ano passado. A análise do caso estava inicialmente marcada para o próximo dia 26. O julgamento será no plenário virtual.

A ADI foi movida pelo Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindep-MG). A entidade quer a revogação do teto, posto em vigor a reboque da entrada do estado no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para a renegociação da dívida com a União. 

A trava orçamentária limita o crescimento das despesas primárias de Minas à variação positiva da inflação. Para o Sindicato dos Escrivães, a decretação de um teto de gastos por meio de ato do poder Executivo fere a autonomia dos deputados estaduais e afeta o funcionamento do Legislativo e do Judiciário. A ação defende que o teto deveria ter sido tema de análise na Assembleia Legislativa.

Do outro lado, a equipe jurídica do governo Zema argumenta que o decreto é legítimo e necessário para a adesão ao RRF. A entrada no plano de refinanciamento da dívida com a União já foi, inclusive, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ainda de acordo com o poder Executivo estadual, o texto com as regras do teto de gastos não substitui as leis orçamentárias ordinárias, tendo somente a função de contingenciar despesas.

Conciliação negada

Durante a tramitação da ADI no TJ de Minas, a Corte chegou a propor o envio da ação ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), instância de conciliação do Tribunal.

A ideia, entretanto, acabou rejeitada pelo governo de Minas.

O RRF pode não ter vida longa em Minas. Isso porque o estado se prepara para migrar ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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