Panes em tornozeleiras de presos do 8 de janeiro em MG chamam atenção da PF

A gestão dos equipamentos eletrônicos é feita pelo estado em que os presos estão
Foto: Agência Brasil

Uma série de panes em tornozeleiras eletrônicas de presos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro em Brasília chamaram a atenção do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal. As falhas, registradas exclusivamente em Minas Gerais, afetaram a supervisão judicial de algumas das pessoas que respondem a processos relacionados à invasão das sedes dos Três Poderes, em 2023.

O Fator apurou que a PF já começou a apurar os casos envolvendo as falhas dos equipamentos. A gestão das tornozeleiras eletrônicas é feita por cada estado em que os presos estão localizados.

Ao todo, até o início deste ano, 58 pessoas presas por envolvimento no 8 de janeiro estavam com o monitoramento eletrônico em Minas por decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos presos, a propósito, foi condenado na última segunda-feira (17). Por decisão do STF, o advogado mineiro Eduardo Antunes Barcelos pegou 17 anos de prisão em regime fechado pela participação nos atos. O réu também terá que pagar uma multa de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, juntamente com os demais condenados.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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