Câmara de BH: Guarda Municipal é epicentro do primeiro embate entre base e oposição em 2025

Veto a emenda sobre a convocação de excedentes aprovados em concurso será analisado nesta sexta (7), no plenário da Casa
Viatura da Guarda Municipal
Convocação de aprovados em concurso da Guarda Municipal é tema de veto de Fuad. Foto: Adão de Souza/PBH

Os vereadores de Belo Horizonte terão, nesta sexta-feira (7), a primeira disputa entre integrantes da base aliada ao Executivo e da oposição em 2025. O resultado do embate, que tem a Guarda Municipal no epicentro, poderá interferir na previsão orçamentária da administração liderada pelo prefeito Fuad Noman (PSD). 

Será apreciado no plenário o veto parcial do prefeito ao projeto que estima as receitas e despesas da cidade para este ano. Fuad decidiu eliminar, da versão sancionada do orçamento, uma emenda que prevê a efetivação dos 600 candidatos excedentes aprovados em um concurso feito em 2019 para ampliar a Guarda Municipal. O grupo ainda não foi chamado para tomar posse nos cargos.

A emenda, de autoria do vereador Wagner Ferreira (PV), estabelece o investimento de R$ 44,7 milhões por parte da prefeitura neste ano a fim de cobrir os custos necessários ao ingresso dos 600 aprovados. Segundo o edital do concurso, 2025 é o último ano para a nomeação dos vencedores do certame.

Ferreira prevê a presença de excedentes aprovados no concurso nas galerias da Câmara Municipal para acompanhar a votação.

“Tenho conversado com parlamentares dos mais diversos grupos políticos da Casa. Tenho certeza de que a nomeação dos novos guardas terá um grande nível de apoio”, projeta

Já o líder do governo, vereador Bruno Miranda (PDT), diz que a emenda do parlamentar do PV possui questões técnicas que não foram analisadas antes de sua apresentação.

“Um exemplo é a Lei n° 11.742, de 13 de setembro de 2024 (Lei de Diretrizes Orçamentárias 2025), que determina que as emendas ao projeto de lei orçamentária anual não poderão ser aprovadas se atingido o percentual de 30% da dedução orçamentária. Por isso, vamos encaminhar pela manutenção do veto”, defende.

Júlio Soares é jornalista e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Minas. Tem passagens pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Atuou também em campanhas eleitorais e ofereceu gestão de conteúdo e marketing para entidades de classe e agências de publicidade.

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