Gasmig vai usar Cemig Agro para aumentar produção de biometano no estado

Obtido principalmente a partir de sobras agropecuárias, substância é opção aos combustíveis fósseis usados na indústria
Placa da Gasmig
Biometano é uma das frentes almejadas pela Gasmig. Foto: Divulgação

A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) quer usar a rede de conexão do programa Cemig Agro para ampliar a produção de biometano no estado. 

Obtido a partir de biomassa, sobretudo de resíduos da produção agropecuária, o biometano desponta como uma das principais alternativas ao uso de combustíveis fósseis em processos industriais. Sua estrutura molecular é parecida com a do gás natural, o que facilita a substituição. 

“O biometano é uma fonte na qual acredito muito e da qual sou um grande entusiasta. O Cemig Agro já possui um relacionamento com os produtores rurais mineiros e pode fortalecer nossa estratégia de interiorização do gás, especialmente o biometano. Essa integração amplia as oportunidades para o desenvolvimento do produto em diferentes regiões do estado”, afirmou o presidente da Gasmig, Gustavo De Marchi, a O Fator.

Em nota, a empresa explicou que a ampliação da cadeia do biometano passa pela “prospecção de fornecedores de matéria-prima e potenciais consumidores desse energético renovável em diferentes regiões do estado.”

O Cemig Agro visa melhorar a infraestrutura elétrica de regiões que abrigam produção rural. Segundo a companhia, a iniciativa atende clientes rurais localizados em toda a área de concessão da empresa, que abrange 774 municípios mineiros.

Compra de biometano

No final de junho, a Gasmig anunciou uma parceria com a GeoMit, joint venture formada pela japonesa Mitsui e pela brasileira Geo bio gas&carbon, para o fornecimento de biometano no Triângulo Mineiro. 

O projeto prevê a construção de uma fábrica com capacidade de produção de 50 mil metros cúbicos diários em Uberaba. Nesse caso, os resíduos para a produção do gás virão da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

Formado em jornalismo pela PUC Minas, Pedro Lovisi trabalhou nas redações do jornal Estado de Minas e da Rádio Itatiaia. Nos últimos cinco anos, foi repórter da Folha de S.Paulo, onde se destacou pela cobertura econômica de setores ligados à transição energética, principalmente energia e mineração. Também é mestre em Governança Global e Formulação de Políticas Internacionais pela PUC SP, onde estudou instrumentos orçamentários para cidades mineradoras de Minas Gerais.

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