Operação da PF gera afastamento do secretário de Educação de BH

Bruno Barral é um dos alvos de ação que investiga suspeitas de irregularidades em licitações na Bahia
Bruno Barral
O secretário de Educação de BH, Bruno Barral. Foto: Prefeitura de Salvador/Divulgação

Uma operação da Polícia Federal (PF), autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), culminou no afastamento de Bruno Barral do posto de secretário de Educação de Belo Horizonte. A ação dos policiais, deflagrada nesta quinta-feira (3), mira um grupo suspeito de fraude em licitações.

A apuração começou a partir de suspeitas de irregularidades em licitações na Bahia. Além de BH, são cumpridos mandados de busca e apreensão em outras cidades, como São Paulo (SP) e Salvador (BA).

Ligado ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), Bruno Barral ocupa o cargo de secretário de Educação de BH desde o ano passado.

Contexto

A ação desta quinta-feira é a terceira fase da Operação Overclean. Além de fraude em licitações, a PF apura o possível cometimento dos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, obstrução de justiça e lavagem de dinheiro. A Controladoria-Geral da União (CGU) também participou da deflagração da operação.

Além da ordem de afastamento cautelar de Barral, os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão. Estimativas preliminares da PF dão conta que os suspeitos teriam movimentado R$ 1,4 bilhão por meio dos contratos oriundos das licitações supostamente fraudadas. Obras superfaturadas também teriam contribuído para a formação do montante.

Antes de atuar em BH, Barral foi secretário de Educação na capital baiana durante a gestão de ACM Neto.

O Fator procurou a Prefeitura de BH a fim de obter comentário a respeito do caso. O Executivo municipal disse que acata a decisão de afastamento.

“A Prefeitura de Belo Horizonte informa que o processo corre em segredo de Justiça. A PBH foi notificada da decisão do STF e irá cumpri-la.   Em entrevista nesta quinta-feira, o prefeito Álvaro Damião esclareceu que o processo está relacionado a atos da Prefeitura de Salvador, na Bahia, sem qualquer relação com Belo Horizonte”, afirmou a gestão municipal.

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