Bancada mineira altera regimento e marca eleição de novo líder para junho

Eleição estava prevista para fevereiro, mas foi adiada por causa de disputa entre três deputados federais do estado
A Câmara dos Deputados
Eleição para o comando da bancada de Minas será na semana que vem. Foto: Saulo Cruz/Câmara dos Deputados

A bancada de Minas Gerais no Congresso Nacional aprovou alterações em seu regimento interno e adiou para o início de junho a eleição do novo coordenador do grupo. O processo eleitoral estava inicialmente previsto para fevereiro, mas foi adiado diante do impasse entre os deputados Luiz Fernando Faria (PSD), atual coordenador, Newton Cardoso Júnior (MDB) e Paulo Guedes (PT), que disputam a liderança.

Entre as principais mudanças aprovadas no regimento, está a proibição da reeleição para o cargo de coordenador-geral, que agora passa a ter mandato de um ano. A coordenação executiva, composta também por um vice e um secretário-geral, será eleita anualmente, com votação aberta ou secreta definida em plenário. Qualquer deputado federal ou senador eleito por Minas Gerais poderá se candidatar às funções.

O novo regimento estabelece também mecanismos para garantir maior transparência às reuniões, a definição de pautas prioritárias e a divulgação das decisões da bancada, composta por 53 deputados federais e três senadores. O documento prevê ainda a criação de grupos temáticos para discussão de áreas estratégicas do estado, além da abertura das reuniões a representantes do governo estadual, prefeitos e entidades de classe, sem direito a voto.

A redação das novas regras foi conduzida por um grupo suprapartidário formado pelos deputados Igor Timo (Podemos), Ione Barbosa (Avante), Marcelo Álvaro Antônio (PL), Dimas Fabiano (PP) e Lafayette Andrada (Republicanos), com participação de representantes do Psol e do PT. O objetivo é promover maior organização, transparência e atuação conjunta da bancada mineira no Congresso Nacional.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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