Interlocutores ligados ao presidente nacional do PSD, o ex-ministro Gilberto Kassab, tentam construir um plano para convencer o senador Carlos Viana (PSD-MG) a abrir mão de uma candidatura à reeleição e disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Pelo que O Fator apurou, a avaliação do PSD é de que Viana não tem caminho aberto para se reeleger e pode atrapalhar alianças do partido com outras siglas.
Na avaliação dessas fontes, a principal resistência de Viana em abrir mão do Senado e disputar uma vaga na Câmara seria desidratar e competir contra a candidatura de seu filho, o deputado federal Samuel Viana (União Brasil). Apesar disso, há espaço para uma articulação que garanta um papel de maior protagonismo partidário a pai e filho, na condição de deputados, na próxima legislatura.
O senador, vale recordar, embarcou no PSD a convite de Kassab. O cacique chegou a bancar publicamente a candidatura dele ao Senado e, como O Fator mostrou, atuou para emplacar o deputado federal Misael Varella como pré-candidato a primeiro suplente na chapa. A segunda vaga ficou com Toninho Andrada, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).
Encaixe complicado
O PSD também é o partido do governador Mateus Simões, que disputará a reeleição. O chefe do Executivo estadual deseja ter o ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro (PP) como um dos candidatos ao Senado.
Aro já falou abertamente que não aceitará dividir a chapa com Viana — um problemão para os pessedistas já que o ex-secretário garantiria espaço, tempo de televisão e rádio e estrutura levando o apoio da federação União Brasil-PP.
Outra pedra no sapato com a candidatura de Viana ao Senado seria inviabilizar o avanço de conversas com o PL e o Republicanos, que ainda aguardam um definição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) sobre ser ou não candidato a governador.
Sem Viana, o PSD conseguiria, como almeja Simões, retomar conversas para incluir o deputado federal Domingos Sávio (PL) como o outro candidato ao Senado da chapa.