A opinião de Tadeuzinho sobre o projeto que pode dar um deputado estadual a mais a Minas

Eventual aumento no número de deputados federais gerará ‘efeito cascata’ no tamanho da Assembleia Legislativa
O presidente da Assembleia de Minas, Tadeu Leite.
O presidente da Assembleia de Minas, Tadeu Leite. Foto: Hellen Reis/Alego

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite (MDB), vê como “desnecessário” o eventual aumento, de 513 para 531, do número de deputados federais. A proposta será analisada em sessão do Senado Federal nesta quarta-feira (25) e, se entrar em vigor, gerará efeito automático no Legislativo mineiro, já que o número de deputados estaduais passará de 77 para 78. 

“O Congresso aprovando isso (o aumento no número de deputados federais), automaticamente resolve para a Assembleia (que passaria a ter 78 vagas). Não precisamos fazer nenhum tipo de votação. Mas, sinceramente, tínhamos — e temos — muitos problemas e temas muito mais sérios e importantes que discutir o aumento de parlamentares na Assembleia ou no Congresso”, disse Tadeuzinho, nessa terça-feira (24), a jornalistas.

Caso os senadores aprovem o crescimento do número de deputados federais, o projeto sobre o tema seguirá para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Quando a matéria foi analisada pela Câmara, no início do mês passado, houve 270 votos favoráveis, ante 207 manifestações contrárias.

Se houver aval à proposta de aumento na quantidade de parlamentares federais, a bancada de Minas na Câmara, hoje com 53 integrantes, passará a ter 54 assentos. Outros oito estados também teriam incremento no número de representantes:

  • Amazonas: mais 2 deputados;
  • Ceará: mais 1 deputado;
  • Goiás: mais 1 deputado;
  • Mato Grosso: mais 2 deputados;
  • Pará: mais 4 deputados;
  • Paraná: mais 1 deputado;
  • Rio Grande do Norte: mais 2 deputados;
  • Santa Catarina: mais 4 deputados.

Impacto orçamentário

No que tange exclusivamente à Câmara dos Deputados, o aumento das bancadas vai gerar gasto extra de R$ 64,8 milhões ao ano. O eventual crescimento do número de deputados trará incremento, também, ao Orçamento da União, já que mais parlamentares terão direito a indicar emendas.

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