Governo Zema ainda não sabe volume de créditos previdenciários que vão ser usados para abater dívida

Repasse de valores ligados à Previdência é uma das apostas de Minas para preencher critérios do Propag
A Cidade Administrativa de Minas
Compensação previdenciária deve ajudar Minas a diminuir dívida. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O governo de Minas Gerais ainda não sabe o volume de créditos ligados à compensação previdenciária que serão oferecidos à União no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Nesta quarta-feira (23), a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informou a O Fator que a apuração dos valores segue em andamento. A pasta não estipulou prazo para o término do trabalho.

A lei que autoriza o uso de valores referentes à compensação previdenciária no abatimento da dívida com o governo federal foi sancionada por Romeu Zema (Novo) no sábado (19).

Segundo a Seplag, o trabalho de identificação dos créditos da previdência ‘segue em andamento”. De acordo com a pasta, o fato de a data-limite para a adesão ao Propag ser 31 de dezembro “oferece margem para os ajustes necessários”.

A possibilidade de lançar mão de cifras relacionadas à Previdência está alicerçada em um encontro de contas entre o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), de caráter federal, e o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), ligado ao governo de Minas Gerais.

O acerto, estabelecido por lei de 1999, acontece porque estados e municípios, quando instituíram regimes previdenciários próprios, ganharam o direito de receber uma compensação financeira do RGPS. 

Anteriormente à criação dos sistemas previdenciários locais, os servidores estaduais e municipais contribuíam com o regime federal.

Embora o Palácio Tiradentes ainda não tenha terminado o cálculo das compensações previdenciárias, em junho o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), chegou a estimar que o repasse de títulos financeiros à União poderia diminuir em R$ 2 bilhões a dívida, que ultrapassa os R$ 160 bilhões.

Nas contas de Tadeu, não estão apenas as compensações previdenciárias, mas também direitos creditórios referentes a questões como impostos, taxas e multas. 

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

“Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado”: a direita e a cultura da autodestruição.

A educação não admite atalhos

A opinião de Jarbas Soares sobre ser o ‘plano B’ de Pacheco ao governo de Minas

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse