O receio de prefeitos mineiros com as indicações ao TCE

Municípios temem perder seus principais interlocutores para o tribunal
Fachada do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG)
O presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, será o responsável pela elaboração do documento. Foto: Divulgação/TCE

Prefeitos mineiros têm se mostrado preocupados com a possibilidade de “perderem” seus deputados majoritários para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). Nas últimas semanas, uma série de chefes de Executivos municipais procuraram interlocutores da Assembleia para sobre a disputa interna à Corte.

Como mostrou O Fator na semana passada, a ALMG prepara a indicação de três nomes para ocupar vagas como conselheiros do TCE até o início de 2025. A preocupação dos prefeitos é a possibilidade de perder o principal interlocutor entre a prefeitura e as esferas do poder – são os parlamentares majoritários das cidades que buscam emendas com recursos e viabilizam reuniões de interesse do município com o governo, Judiciário, etc.

Ate o momento, os possíveis candidatos ao TCE já se movimentam. Os mais cotados, até aqui, são os deputados Alencar da Silveira Jr (PDT), que é o favorito para a vaga de Dr Viana, Gustavo Valadares (PMN), Zé Guilherme (PP), Arnaldo Silva (União), Ulysses Gomes (PT), Thiago Cotta (PDT), Ione Pinheiro (PP) e Tito Torres (PSD), que deve substituir seu pai, Mauri Torres.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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