O déficit da Previdência de Minas Gerais neste ano deve ser de aproximadamente R$ 20 bilhões. A projeção é do chefe do Tesouro Estadual, Fábio Rodrigo Amaral de Assunção. A estimativa foi apresentada por Fábio à Assembleia Legislativa (ALMG) nesta quinta-feira (21), durante reunião para prestar contas das metas fiscais do estado no primeiro quadrimestre de 2025.
De janeiro a abril, o rombo previdenciário foi de R$ 9,5 bilhões. Caso a estimativa para todo o ano se concretize, o déficit de 2025 será parecido ao acumulado em exercícios anteriores. Em 2024, por exemplo, o prejuízo foi de R$ 20,1 bilhões, enquanto no ano retrasado as contas fecharam com R$ 19,3 bilhões de saldo negativo.
Segundo Fábio, o tamanho da folha de pagamento de servidores inativos é uma rubrica considerável para o estado.
“Graças à reforma da previdência, esse déficit deu uma desacelerada. Se não tivéssemos aprovado as medidas, o resultado seria ainda pior”, disse, em menção a mudanças que receberam sinal verde dos deputados estaduais em 2020.
Déficits previdenciários anuais de Minas desde 2013
- 2013 – R$ 8,3 bilhões
- 2014 – R$ 9,4 bilhões
- 2015 – R$ 8,9 bilhões
- 2016 – R$ 14,9 bilhões
- 2017 – R$ 16,5 bilhões
- 2018 – R$ 17,3 bilhões
- 2019 -R$ 18,6 bilhões
- 2020 -R$ 18,1 bilhões
- 2021 – R$ 17,3 bilhões
- 2022 – R$ 18,6 bilhões
- 2023 – R$ 19,3 bilhões
- 2024 – R$ 20,1 bilhões
- 2025 (1° quadrimestre) – R$ 9,5 bilhões
- 2025 (projeção para todo o ano) – aproximadamente R$ 20 bilhões
No limite
Como O Fator já mostrou, Minas Gerais terminou o primeiro quadrimestre deste ano à beira do limite de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os pouco mais de R$ 52 bilhões utilizados para arcar com os pagamentos ao funcionalismo corresponderam 48,81% da receita corrente líquida (RCL), que ficou em torno de R$ 106 bilhões.
Nos termos da LRF, as despesas com pessoal não podem ultrapassar 49% da RCL.
