O prazo para o PL de Bolsonaro definir o candidato ao Senado por Minas

Vereador de Belo Horizonte, deputados estaduais e federais e até influenciador tentam uma vaga à Casa Alta do Congresso
A escolha do nome passa obrigatoriamente pelo ex-presidente. Foto: Agência Brasil

O nome que irá disputar uma vaga ao Senado pelo PL deve ser divulgado até o final de novembro. A informação foi repassada por um interlocutor ligado às negociações a O Fator. A definição passa por Jair Bolsonaro e o anúncio será feito por pessoa diretamente ligada a ele, como o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, ou, até mesmo, um dos familiares do ex-presidente.

Estão no páreo o presidente estadual da legenda e deputado federal, Domingos Sávio, o deputado estadual Cristiano Caporezzo e os deputados federais Eros Biondini e Maurício do Vôlei. O vereador belo-horizontino Vile dos Santos e o influenciador Marco Antônio Costa, o “Superman”, também anunciaram a intenção de buscar a indicação do partido para concorrer à vaga.

Em 2026, serão abertas duas vagas à Casa Alta do Congresso. Em entrevista a O Fator, Caporezzo afirmou que, durante visita a Bolsonaro no final de outubro, o ex-presidente teria afirmado a intenção de lançar dois nomes pelo PL em Minas Gerais. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde agosto.

Interlocutores afirmam, no entanto, que a orientação do ex-presidente é fazer articulações para subir a rampa do Palácio Tiradentes em 2027. Para ocupar uma vaga no governo, a intenção é fechar uma aliança com Mateus Simões (PSD) ou Cleitinho (Republicanos), em uma grande aliança da direita em Minas.

Caso não seja possível, o deputado federal Nikolas Ferreira estaria pronto para liderar o partido rumo ao Executivo estadual, lançando candidatura. Neste cenário, caberiam duas vagas ao Senado pelo PL.

“Não é o ideal, inclusive matematicamente. Mas é uma possibilidade”, afirma o interlocutor.

Na avaliação dele, matematicamente o candidato do PL que terá mais votos será quem o presidente indicar nominalmente. Receberia o segundo voto quem tem maior histórico político, mais bases ou quem apresentar mais trânsito no meio político. No entanto, se Bolsonaro indicar dois candidatos, os votos podem ser divididos.

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

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