A peregrinação de Gabriel Azevedo em Brasília

Ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte se articula para receber apoios de PT, PSB e PSDB ao governo
Gabriel Azevedo é o pré-candidato do MDB ao governo de Minas. Foto: O Fator

Pré-candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo esteve em Brasília nessa quarta-feira (27) para conversar com diversos interlocutores sobre a sucessão estadual. O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), que passou a ter o nome defendido por setores do PT para dar palanque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se encontrou com o ex-deputado federal petista Odair Cunha, recém-empossado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Também houve diálogos com Antonio Anastasia, ex-governador e outro integrante da Corte de Contas, com o presidente do PSB mineiro, Otacílio Neto, o Otacilinho, e com o presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves.

A aproximação de Gabriel ao PT deve ter novos capítulos nas próximas semanas. O Fator apurou que o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, deve abrir tratativas com o presidente da Executiva federal do MDB, o deputado federal Baleia Rossi. Nesta semana, a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata petista ao Senado Federal, Marília Campos, sugeriu a Edinho que procure o ex-vereador belo-horizontino para debater a possibilidade de união.

Apesar da expectativa por uma conversa entre Baleia e Edinho, a situação deve se arrastar até as vésperas do período de convenções, em julho. As tratativas acontecem na esteira da busca do PT por uma opção ao senador Rodrigo Pacheco (PSB), que já indicou ao cacique petista e ao vice-presidente e correligionário Geraldo Alckmin a intenção de não disputar a eleição ao Executivo estadual.

Montando cenários

Na equação defendida por Gabriel, além de ser o candidato de Lula ao governo, ele teria o PSB como partido responsável por indicar o vice. Além do ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, os pessebistas apresentaram para o debate os nomes do ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda, e do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes.

Josué, aliás, foi um dos nomes procurados por Edinho para conversar sobre a possibilidade de “substituir” Pacheco na liderança do palanque lulista.

Para o Senado, a prioridade em caso de aliança entre PT e MDB será Marília. Como O Fator relatou, a ex-prefeita chegou a ser citada por correligionários como alternativa a Pacheco na corrida pelo Palácio Tiradentes. Na avaliação desse grupo, embora ela reitere publicamente a intenção de pleitear o Senado, uma conversa com Lula poderia fazê-la mudar de ideia.

Aliados de Marília, contudo, refutam veementemente a possibilidade e dizem que não há agenda com Lula à vista.

Júlio Soares é jornalista e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Minas. Tem passagens pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Atuou também em campanhas eleitorais e ofereceu gestão de conteúdo e marketing para entidades de classe e agências de publicidade.

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