Moraes autoriza Nikolas Ferreira a visitar Bolsonaro

Autorização para encontro do deputado federal com o ex-presidente foi concedida pelo ministro para 21 de novembro
Nikolas Ferreira
Pedido da defesa do ex-presidente para visita de Nikolas Ferreira foi apresentado em agosto e autorizado por Moraes nesta terça-feira (11). Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes autorizou, nesta terça-feira (11), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a visitar Jair Bolsonaro, que completa hoje 100 dias de prisão domiciliar. A defesa do ex-presidente havia solicitado a liberação para o encontro em 19 de agosto.

O ministro autorizou que a visita ocorra no dia 21 de novembro de 2025, entre 9h e 18h. No despacho que autorizou as visitas, Moraes reiterou que serão realizadas vistorias em todos os veículos que saírem da residência de Bolsonaro.

Nikolas é o nome defendido pelo PL para a disputa ao governo de Minas no próximo ano. A decisão, contudo, vai passar pelas mãos de Bolsonaro, uma vez que o parlamentar não tem se mostrado animado com a ideia.

No mesmo despacho, Moraes autoriza as visitas do deputado federal e relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL); do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS); do senador Magno Malta (PL-ES); do ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida; e da influenciadora mineira Bárbara Zambaldi Destefani.

Outros políticos mineiros também já estiveram com o ex-presidente, entre eles o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) e os deputados federais Cabo Junio Amaral, Maurício do Volêi e Domingos Sávio, que é presidente do PL em Minas Gerais.

Moraes determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro em 4 de agosto, com uso de tornozeleira eletrônica, após descumprimento de medidas cautelares impostas no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Desde então, aliados do ex-presidente têm protocolado pedidos no Supremo para obter autorização de visita à residência onde ele cumpre prisão domiciliar, no bairro Jardim Botânico, em Brasília.

Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão. A defesa tenta garantir que ele continue em regime domiciliar.

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