O que emperra o avanço da lista de imóveis que Zema quer oferecer à União

Votação em comissão, prevista para esta terça-feira, foi adiada por causa de negociações sobre retirada ou manutenção de itens
O Colégio Estadual Central
Estadual Central está na lista do Propag, mas pode ser cortado. Foto: Luiz Santana/ALMG

Deputados estaduais de Minas Gerais intensificaram, nesta terça-feira (11), as negociações sobre os imóveis do governo que estarão na lista de empreendimentos oferecidos à União no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). O Fator apurou que o principal impasse, neste momento, está relacionado ao Colégio Milton Campos, o Estadual Central, em Belo Horizonte. Parte dos parlamentares defende a retirada da instituição da relação.

Inicialmente, o projeto de lei que autoriza a transferência dos imóveis ao governo federal seria votado nesta terça, na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia. As negociações, contudo, atrasaram o cronograma, e ainda não há definição quanto à data da sessão deliberativa.

Na etapa anterior de tramitação, a Comissão de Administração Pública, o Estadual Central recebeu uma espécie de “trava”: o prédio só entrará nas negociações do Propag se for, de fato, incorporado ao patrimônio da União. Assim, o governo de Romeu Zema (Novo) não poderia usufruir, especificamente nesse caso, da regra que permite a realização de leilões junto à iniciativa privada se não houver interesse do Palácio do Planalto.

Sem a Cidade Administrativa

Independentemente do desfecho das tratativas a respeito do Estadual Central, a versão da lista de imóveis que será votada na Comissão de Fiscalização Financeira não terá a Cidade Administrativa, complexo que sedia as atividades da gestão estadual, em BH.

A decisão de retirar o espaço foi tomada pelo relator, Zé Guilherme (PP), que apresentou um texto substitutivo aos colegas na semana passada.

O Palácio das Artes, também na capital, foi outro imóvel a ser retirado. O substitutivo de Zé Guilherme ainda precisa ser votado pelo colegiado.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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