A ausência de Marília Campos em uma reunião entre lideranças do PT mineiro e o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, gerou incômodo entre integrantes do partido. O encontro foi realizado por videoconferência nesta quinta-feira (18).
O Fator apurou que, durante a chamada, a presidente estadual do PT, a deputada Leninha, observou que aquela era a segunda vez que Marília, pré-candidata da sigla ao Senado, deixava de participar de um encontro para o qual ela havia sido convidada.
Interlocutores da legenda explicaram que a ex-prefeita de Contagem cumpria agenda pré-eleitoral em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, e concedia entrevistas a veículos de imprensa da região no momento em que a reunião era realizada.
Embora Marília tenha designado um assessor para se conectar à ligação de vídeo, integrantes da direção do PT esperavam que ela participasse da conversa para tratar de assuntos relacionados ao planejamento eleitoral da sigla em Minas.
Além de Leninha, Edinho e do emissário de Marília, participaram da chamada de vídeo deputados do partido.
O levantamento
A pauta principal do encontro foi a apresentação de uma pesquisa encomendada pelo PT mineiro para atualizar os cenários eleitorais para o governo e para o Senado.
O levantamento mostrou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança da disputa pelo Palácio Tiradentes, seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). O governador Mateus Simões (PSD) e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), aparecem tecnicamente empatados.
Os deputados federais petistas Reginaldo Lopes e Rogério Correia também foram testados, mas ficaram na parte final da classificação.
Na disputa pelo Senado, Marília ficou na ponta em um dos cenários.
Os cenários
Após a apresentação dos números, os participantes passaram a discutir possíveis encaminhamentos para a disputa estadual.
Houve quem sugerisse nova tentativa de acordo com Kalil. A possibilidade, no entanto, se choca com recente declaração pública de Edinho. Na terça-feira (16), o cacique partidário afirmou que uma eventual aliança com o pedetista inviabilizaria conversas do PT com outros partidos aliados, como o PSB e o MDB.
Aliados de Rogério Correia, por sua vez, defenderam que o deputado coloque seu nome à disposição para uma candidatura própria do PT ao governo de Minas.
Outros setores da legenda manifestaram preferência pelos nomes do emedebista Gabriel Azevedo e do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, do PSB.