O motivo do desconforto de governadores de direita com Zema após reunião em Brasília

Os chefes estaduais se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para tratar sobre o PL Antifacção
governadores e Motta
Governadores de direita se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, nesta quarta-feira (12). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A saída antecipada do governador Romeu Zema (Novo-MG) da reunião realizada na quarta-feira (12), em Brasília (DF), para discutir o projeto de lei conhecido como PL Antifacção, causou desconforto entre os outros chefes de Executivos estaduais presentes.

O encontro contou com Cláudio Castro (PL) do Rio de Janeiro, Jorginho Melo (PL) de Santa Catarina, Ronaldo Caiado (União Brasil) de Goiás, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), além do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deputados envolvidos na articulação da proposta.

Zema deixou a reunião pouco antes do encerramento em função de outro compromisso na capital mineira. Antes de sair, no entanto, concedeu uma coletiva de imprensa sozinho no Salão Verde da Câmara.

O que gerou mais incômodo no grupo, de acordo com interlocutores ouvidos por O Fator, foi o intervalo de menos de 10 minutos entre o fim da entrevista do mineiro e a chegada dos demais governadores ao Salão Verde, onde o grupo também falou com jornalistas.

Apesar de permanecer no salão para atender a outros pedidos da imprensa, o governador mineiro não retornou para participar da coletiva conjunta. Para um dos presentes, a atitude “não fez sentido”, mas não surpreendeu.

Outro governador ouvido pela reportagem acrescentou que, como a reunião ainda não havia terminado, parte das informações dadas por Zema à imprensa ficou incompleta, e o discurso que deveria ser unificado acabou fragmentado.

Nos bastidores, a postura foi vista como um movimento individual em um momento em que o grupo pretendia demonstrar alinhamento político. Assim que Zema deixou a sala, um dos governadores comentou, em tom de incômodo: “Lá vai ele de novo tomar a frente”.

A observação foi interpretada como referência direta à movimentação do mineiro de olho no cenário nacional de 2026. Zema é pré-candidato ao Palácio do Planalto, assim como Caiado.

Já Castro deve disputar uma vaga no Senado, Jorginho Melo deve tentar a reeleição em Santa Catarina, e Celina Leão trabalha para viabilizar sua candidatura ao governo do Distrito Federal.

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