O PT de Minas Gerais dividiu entre alguns de seus principais quadros a tarefa de manter conversas com quatro possíveis candidatos ao governo de Minas Gerais em 2026. As frentes de trabalho giram em torno do senador Rodrigo Pacheco (PSD), do presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Tadeu Leite, do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Gabriel Azevedo, ambos do MDB, e do ex-prefeito da capital, Alexandre Kalil (PDT).
Segundo apurou O Fator, a missão de convencer o ex-presidente do Congresso Nacional a topar a participação na disputa estadual segue a cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O chefe do Executivo federal vê Pacheco como o melhor nome para ser seu palanque em Minas no ano que vem.
Com Tadeu Leite, os diálogos cabem à presidente do PT mineiro, a deputada estadual Leninha, e ao também parlamentar Ulysses Gomes, líder do bloco de oposição a Zema na Assembleia Legislativa.
Já Gabriel Azevedo e o presidente estadual do MDB, o deputado federal Newton Cardoso Júnior, receberão nas próximas semanas sondagens de dirigentes petistas com atuação na capital mineira e de integrantes da bancada da legenda na Câmara dos Deputados. A ideia de lideranças do PT é saber se a pré-candidatura de Gabriel ao governo será confirmada pelos emedebistas.
À reportagem, Newton Cardoso Jr. confirmou que vem sendo procurado por petistas. Segundo o dirigente do MDB, porém, ainda não houve conversas formais sobre o tema.
Em outra frente, Kalil mantém proximidade política com a prefeita de Contagem, Marília Campos, e com o ex-deputado Virgílio Guimarães, um dos principais defensores de que o partido repita a aliança de 2022 com o agora pedetista.
Na semana passada, o ex-prefeito de BH chegou a se reunir com Edinho Silva, presidente nacional do PT.