O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), aproveitou uma viagem a Brasília (DF) nesta semana para se reunir com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). O Fator apurou que o encontro serviu, entre outras coisas, para que Simões pudesse ouvir demandas e projetos do parlamentar.
No entendimento de interlocutores a par da agenda, ocorrida na quarta-feira (17), o encontro ajudou a aproximá-los. Não houve debates sobre uma eventual aliança na eleição de 2026. Enquanto Simões já anunciou uma pré-candidatura ao governo do estado, Cleitinho considera a possibilidade, mas não bateu o martelo.
Aliados de Simões, entretanto, avaliaram positivamente a reunião, já que entendem que é preciso manter boa relação com Cleitinho para o caso de convergência de forças na eleição mineira.
No começo da semana, O Fator revelou que Cleitinho recebeu, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um pedido por apoio a Simões na corrida pelo Palácio Tiradentes. Na visão de Flávio, a aliança das forças à direita serviria para diminuir as chances de 2° turno. Cleitinho, contudo, nega ter recebido a solicitação.
Durante a conversa com o vice de Romeu Zema (Novo), o senador falou sobre a emenda constitucional de sua autoria que isenta, do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), carros e motocicletas fabricados há pelo menos 20 anos.
Busca por alianças
Como O Fator já mostrou, Simões tem buscado ampliar o leque de alianças à direita. Recentemente, ele se aproximou do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que também tem boa relação com Cleitinho.
Ao se mudar do Novo para o PSD, em outubro, Simões afirmou que a migração tinha, por objetivo, crescer o número de legendas que apoiam sua pré-candidatura. Hoje, o grupo, batizado de “Juntos por Minas”, já conta com siglas como União Brasil, PP, Podemos e Solidariedade.
