O gasoduto mineiro confirmado para o próximo plano federal de infraestrutura do MME

Depois da publicação, o próximo passo é a autorização da ANP; inclusão do projeto foi confirmada a O Fator por fonte do ministério
Estrutura para distribuição de gás natural da Gasmig
O gás natural pode ser utilizado na produção de eletricidade, no comércio, em residências, para abastecimento de veículos e como matéria prima em processos industriais e químicos. Foto: Divulgação/Gasmig

O Ministério de Minas e Energia (MME) vai incluir o gasoduto que liga Bragança Paulista a Extrema no Plano Nacional de Infraestrutura de Gás Natural, que será lançado em março. A obra foi selecionada por critérios técnicos de viabilidade energética e o anúncio é visto como um passo decisivo para o desenvolvimento do Sul de Minas, região de forte peso industrial e econômico.

A inclusão do gasoduto no plano foi confirmada a O Fator por fontes do MME. O atendimento à demanda, histórica, tem potencial de transformar a dinâmica produtiva do polo industrial do Sul de Minas. O ministério é comandado por Alexandre Silveira (PSD).

A publicação do documento oficial é o penúltimo passo para o início das intervenções. Após essa etapa, fica pendente apenas a autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a construção e operação do sistema.

Viabilidade técnica e operacional

O projeto acaba de passar por consulta pública e recebe, agora, ajustes finais na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que fará adequações de acordo com as sugestões do setor. O duto de 30 quilômetros será conectado à rede de transporte em São Paulo para suprir a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), permitindo que o combustível chegue às indústrias com a pressão adequada para grandes operações.

A estrutura foi dimensionada para movimentar até 300 mil metros cúbicos de gás por dia, garantindo o suprimento para o crescimento projetado até 2035. O investimento estimado no projeto inicial da EPE é de R$ 200 milhões, valor que poderá ser atualizado após a consolidação técnica dos dados.

Traçado e licenciamento

Para agilizar o cronograma, o traçado previsto compartilha faixas de terra com infraestruturas já existentes, como linhas de transmissão e adutoras. A estratégia visa reduzir o impacto ambiental na passagem pela Área de Proteção Ambiental Piracicaba/Juqueri-Mirim, no lado paulista da divisa.

Os estudos técnicos da EPE não apontaram interferências em terras indígenas, quilombolas ou sítios arqueológicos, o que simplifica o processo de licenciamento ambiental.

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

Leia também:

Justiça rejeita ação de suplente contra vereadora de BH por uso de ‘Carreta da Saúde’ em campanha

Prefeitura de Contagem estuda internação compulsória de pessoas em situação de rua

Com ou sem Cleitinho, Republicanos quer Falcão como candidato a vice

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse