Presidente do Republicanos defende candidatura própria em Minas, enquanto ala estadual fala em alianças

Marcos Pereira chega a cogitar chapa puro-sangue, mas integrantes do partido em Minas defendem ‘pé no freio’
Na foto, o deputado federal e presidente do Republicanos, Marcos Pereira, o senador Cleitinho e o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão
Na foto, o deputado federal e presidente do Republicanos, Marcos Pereira, o senador Cleitinho Azevedo e o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, durante encontro nesta semana em Brasília. Fotos: Júlio Dutra/Republicanos

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), avisou a correligionários em Minas Gerais que defende candidatura própria do partido ao governo do estado nas eleições deste ano e solicitou ao diretório estadual a apresentação de nomes e cenários para a disputa.

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, integrantes da legenda que defendem composições partidárias mais amplas tentam convencer o dirigente a manter negociações com outras siglas para eventual participação em chapas como candidato a vice-governador ou ao Senado.

Até o momento, os nomes ventilados pelo partido para a disputa estadual são o do senador Cleitinho Azevedo e o do prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, que se filiou à legenda na última terça-feira (24), em Brasília.

Pereira, segundo interlocutores, avalia que, diante da ausência de candidatura da sigla ao Palácio do Planalto, é necessário ter nomes próprios em estados estratégicos, como São Paulo, onde Tarcísio de Freitas deve disputar a reeleição ao governo, para ampliar o poder de negociação do partido no cenário nacional.

O dirigente chegou até mesmo a cogitar em Minas a chamada composição “puro-sangue”, com Cleitinho como cabeça de chapa e Falcão como vice. A possibilidade foi falada durante encontro de nomes do Republicanos que selaram a filiação do prefeito mineiro. Integrantes do diretório estadual, contudo, avaliam que esse cenário é arriscado.

A avaliação é de que o partido pode ficar isolado ao oferecer apenas vagas ao Senado, sobretudo no primeiro turno, diante da possibilidade de pulverização de candidaturas mais à direita no estado. Soma-se a esse cenário o fato de que nem Cleitinho nem Falcão bateram o martelo sobre a entrada na disputa.

O senador mineiro tem aparecido, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), liderando as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas. Em declarações recentes, afirmou que é pré-candidato, mas, nos bastidores, aliados dizem que a decisão pode mudar a depender do avanço das conversas com outras siglas de direita.

O principal entrave, conforme apurou O Fator, é a avaliação de que ainda é cedo para definições, sobretudo em um cenário no qual o partido é cortejado por outras siglas, como o PL, que vê com simpatia uma candidatura de Cleitinho, e o PSD, do vice-governador e pré-candidato ao governo do estado, Mateus Simões.

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