Líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado estadual João Magalhães resolveu trocar o MDB pelo PSD por causa de dificuldades inerentes à montagem da chapa proporcional do antigo partido.
A O Fator, Magalhães disse que tomou a decisão porque os emedebistas, assim como outras agremiações com parlamentares com mandato, têm enfrentado empecilhos para atrair pré-candidatos, temerosos de que suas votações sirvam meramente para impulsionar concorrentes à reeleição.
“Não houve nenhum desconforto. A saída foi amigável. Prevaleceu o bom senso”, pontuou.
Com a saída de João Magalhães, o MDB passará a ter apenas um representante na Assembleia: o presidente da Casa, Tadeu Leite. O chefe do Legislativo, contudo, já está eleito para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e não disputará o pleito parlamentar.
O PSD, por sua vez, aposta em uma chapa formada por diversos pré-candidatos à reeleição. No fim de semana, por exemplo, a sigla aproveitou a passagem por Belo Horizonte de seu presidente nacional, Gilberto Kassab, para oficializar a filiação de Bosco, ex-Cidadania. Também há acordo com Enes Cândido, do Republicanos. Outros, como Gustavo Valadares, já chegaram.
João Magalhães, a propósito, passará a ser correligionário do governador Mateus Simões, que assumiu a chefia do Executivo nesse domingo (22) — cerimônia que motivou a viagem de Kassab a BH. O parlamentar permanecerá na liderança de governo na Assembleia, cargo que assumiu em agosto de 2023, por indicação de Romeu Zema (Novo).
Três décadas
A saída para o PSD é a primeira mudança partidária da carreira de Magalhães, que estava no MDB há mais de três décadas. Antes de exercer mandato na Assembleia Legislativa, onde está desde 2015, foi deputado federal.
