Cemig conclui compra de hidrelétrica por R$ 38,87 milhões e assume controle total de ativo

Valor ficou acima do anunciado em janeiro devido à correção do capital por meio de 100% do CDI
Fachada da Cemig em Belo Horizonte.
Operação para a aquisição da fatia restante da PCH Pipoca está concluída. Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) concluiu a aquisição dos 51% restantes da Hidrelétrica Pipoca S.A. por R$ 38,87 milhões e passou a deter 100% do controle da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) localizada no leste de Minas Gerais. A operação compõe a estratégia da estatal de concentrar ativos de geração antes compartilhados com outros grupos.

A fatia pertencia à Serena Geração S.A., subsidiária integral da Serena Energia.

A informação foi divulgada por meio de comunicado ao mercado, após o fechamento do pregão de quarta-feira (25).

O valor final ficou acima do montante inicialmente estimado em janeiro. Quando exerceu o direito de preferência para adquirir a participação da Serena, a Cemig havia informado um preço de R$ 36,33 milhões, sujeito à correção por 100% do CDI desde 15 de maio de 2025 até a data do leilão da Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) da Serena Energia. Com a atualização financeira prevista em contrato, a operação foi concluída em R$ 38,87 milhões.

Com a conclusão do negócio, a Cemig encerra uma sociedade que mantinha participação dividida no ativo e consolida integralmente a operação da usina.

A PCH Pipoca tem 20 megawatts (MW) de potência instalada e 11,9 MW médios de garantia física, indicador que representa o volume de energia que a usina pode comercializar com segurança no mercado regulado e livre.

Antes da operação, a Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT), subsidiária integral do grupo, já detinha 49% do empreendimento.

Gestão pode ser simplificada
Na prática, a companhia transformou uma posição minoritária relevante em controle integral. Esse tipo de movimento tende a simplificar a gestão do ativo, concentrar decisões operacionais e eliminar a necessidade de alinhamento com sócios privados em temas como investimento, manutenção, estratégia comercial e distribuição de resultados.

A operação também se encaixa em uma diretriz que a Cemig vem adotando nos últimos meses: reduzir estruturas de copropriedade e aumentar o domínio direto sobre ativos considerados estratégicos em Minas Gerais.

Esse desenho já havia aparecido em outras frentes. Em dezembro, a Cemig Sim reorganizou o portfólio compartilhado com a Comerc Energia e encerrou o modelo de copropriedade em 11 usinas fotovoltaicas.

Pouco depois, a companhia também comprou participações remanescentes em três usinas de geração distribuída, em uma transação de R$ 52,8 milhões, passando a deter sozinha 100% desses empreendimentos.

No comunicado dessa quarta, a empresa afirmou que a aquisição está alinhada ao planejamento estratégico do grupo, que prevê investimentos em ativos de geração localizados em Minas Gerais.

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