A reservada reunião entre Cleitinho e Vittorio Medioli

Senador ainda estuda se lançar ao governo de Minas, enquanto empresário acompanha movimentações eleitorais
Reunião aconteceu em Brasília. Foto obtida por O Fator.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) se reuniu, na tarde dessa quarta-feira (13), com o empresário Vittorio Medioli, em Brasília (DF). A reunião tem sido tratada com certa reserva e foi marcada a pedido de Medioli, que se filiou ao PL no início deste ano.

Embora o encontro não tenha selado nada, serviu para Cleitinho e Medioli conversarem sobre uma possível chapa ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, encabeçada pelo senador e com o empresário ítalo-brasileiro como vice.

Ainda não há um acordo por incertezas dos dois lados: Cleitinho não decidiu se quer mesmo ser candidato a governador, e o PL aguarda essa sinalização para começar a discutir possíveis nomes para a chapa. Em fevereiro, os dois já haviam se reunido em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O PL também enfrenta, internamente, divergências sobre como deve se posicionar na eleição — algumas lideranças não concordam com a ideia de caminhar com o senador e também falam de candidatura própria, com o nome do empresário Flávio Roscoe (PL) como possibilidade real.

A propósito, Medioli também já foi cotado para ser vice de Mateus Simões (PSD). O governador mineiro acenou positivamente ao cenário na época, mas a articulação parou, até aqui, na etapa de sondagens. O plano inicial do empresário era ser candidato a deputado estadual.

Possível aliança

Na terça-feira (12), a cúpula do PL de Minas e membros da Executiva nacional se reuniram e alinharam que o partido apoiaria a candidatura de Cleitinho. O senador, que participou de uma das conversas, sinalizou que ainda aguardará para tomar uma decisão sobre a candidatura. A definição ficou para junho.

Interlocutores de outros partidos chegaram a ler a movimentação como uma espécie de pressão do PL sobre Romeu Zema (Novo), que mantém sua pré-candidatura a presidente da República e não pretende apoiar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.

E o vídeo gravado por Zema nessa quarta-feira com críticas a Flávio por causa de um áudio enviado pelo senador bolsonarista ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, implodiu, de vez, qualquer possibilidade de aliança.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

Fransciny Ferreira é jornalista, com especialização no setor público e em gestão de imagem. Atua na cobertura política, com experiência em redações, assessoria de imprensa e marketing digital. Foi editora-chefe de O Tempo em Brasília, assessora da Presidência do Senado e liderou estratégias de PR no setor farmacêutico. Sugestões de pautas para: [email protected]

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