As avaliações de Felipe Nunes, da Quaest, sobre as eleições para o governo de Minas

CEO do instituto líder no mercado de pesquisas eleitorais no país falou sobre os principais nomes na disputa
felipe nunes
Homenagem foi concedida pelo vereador Helton Júnior (PSD). Foto: CMBH

O senador Rodrigo Pacheco (PSB) acerta ao não anunciar oficialmente sua pré-candidatura, e o também senador Cleitinho (Republicanos) terá que mostrar conhecimento sobre o estado para se manter bem colocado na disputa. Após receber o título de cidadão honorário de Belo Horizonte, nessa terça-feira (31) na Câmara Municipal (CMBH), o professor e empresário Felipe Nunes conversou com O Fator sobre as eleições para o governo de Minas.

O fundador e CEO do instituto de pesquisas Quaest afirmou que a polarização na corrida pelo Palácio do Planalto, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caminha para se repetir em Minas Gerais, ainda que seus protagonistas não estejam definidos.

“Neste momento, o eleitor mineiro está esperando para saber quem serão os candidatos do lulismo e do bolsonarismo. De um lado, temos o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) e o senador Rodrigo Pacheco (PSB). Do outro, o governador Mateus Simões (PSD) e o senador Cleitinho (Republicanos). Os nomes chancelados por Lula e Bolsonaro terão, cada um, potencial para chegar a até 25% de votos no primeiro turno”, afirmou Nunes.

Sob este cenário, o professor defendeu que Pacheco adota a estratégia correta ao não cravar publicamente sua entrada na disputa.

“Os votos dos petistas estão à espera da indicação de Lula. Não há grande diferença entre anunciar agora ou, por exemplo, em julho. Quanto mais tarde o anúncio, menor caminha para ser a rejeição”, apontou.

Ao mesmo tempo, Nunes avalia que o governador Mateus Simões (PSD) terá, nos próximos meses, desafio parecido em relação ao ex-governador Antonio Anastasia, sucessor de Aécio Neves (PSDB) no comando do Executivo estadual.

“O atual governador terá 100 dias para uma maratona de gestor. Terá que percorrer o caminho que Anastasia fez em 2010. Crescer seu conhecimento como gestor, técnico, mas sem perder os valores conservadores majoritários no Estado”, pontuou.    

Sobre o senador Cleitinho (Republicanos), que lidera as pesquisas mais recentes, Nunes lembrou as últimas eleições municipais em Belo Horizonte.

“Em 2024, tínhamos o deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos) liderando todas as pesquisas no período pré-eleitoral. Quando se iniciou a campanha, entretanto, o candidato não conseguiu convencer os eleitores do conteúdo de suas propostas. Por isso, não chegou ao segundo turno”, disse.

Na avaliação de Nunes, Cleitinho precisará, além do apoio de Bolsonaro, mostrar-se conhecedor dos problemas do estado e capaz de apontar soluções para as demandas mais urgentes sob o olhar da população.     

Já em relação ao ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Gabriel Azevedo (MDB), Felipe Nunes afirmou que o emedebista “é o candidato anti-polarização. Vai tentar disputar com Kalil o protagonismo em BH para tentar chegar no segundo turno”.

“Minas tem hoje uma eleição muito aberta. A mais aberta dos últimos anos”, concluiu Nunes.

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