Jaguar já pode voltar a operar em Conceição do Pará

Mineradora recebeu a última autorização faltante para retomar atividades em mina subterrânea de ouro
Área da Jaguar em Conceição do Pará
Instalações da Jaguar em Conceição do Pará estavam fora de operação devido ao deslizamento de uma pilha de rejeitos, em dezembro de 2024. Foto: Jaguar/Divulgação

A mineradora Jaguar recebeu, do Núcleo de Emergências Ambientais (NEA) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a autorização que faltava para voltar a explorar a mina subterrânea de ouro que possui em Conceição do Pará, no Centro-Oeste do estado.

A companhia estava com as atividades paralisadas desde dezembro de 2024, devido ao desmoronamento de uma pilha de rejeitos. No último mês do ano passado, a Agência Nacional de Mineração (ANM) autorizou a Jaguar a voltar a operar. O último trâmite para a retomada era o aval do NEA.

Quando houve o deslizamento, os rejeitos da pilha Satinoco percorreram cerca de 250 metros. O incidente levou à evacuação forçada de mais de 300 pessoas e à interdição de mais de 160 casas. Sete casas foram atingidas. Não houve mortes

Em nota, a Jaguar informou que, no momento, encontra-se em fase de planejamento e estruturação. O objetivo é avançar gradualmente até atingir os níveis de produção planejados nos próximos meses, mas sem precisar uma data para a retomada.

A mineradora também reforçou que a pilha Satinoco está em processo de fechamento e que a estrutura segue sendo monitorada em tempo real.

Com a desinterdição, a Jaguar está autorizada a realizar a lavra do subsolo e a reativar as plantas metalúrgicas da unidade de filtragem e da usina de paste fill, onde é produzida a mistura pastosa de rejeitos de mineração, água e um agente aglutinante (geralmente cimento) usada para preencher os vazios deixados pela extração subterrânea.

Marcelo Freitas é jornalista formado pela UFMG em 1981, com passagem pelos jornais "Diário do Comércio", "Hoje em dia", "O Tempo" e "Estado de Minas". Foi diretor de Comunicação da UFMG, assessor de Comunicação da Câmara Municipal de Belo Horizonte e diretor de Redação do portal de notícias BHAZ. É autor dos livros "A construção do tombamento", sobre o tombamento do centro histórico de Pitangui; "Não foi por acaso", sobre o Massacre de Ipatinga; e "Nós também estivemos na linha de frente", sobre as histórias do jornalismo durante a pandemia.

Leia também:

Justiça absolve ex-vereadora de Nova Lima acusada de desviar R$ 266 mil de verba de gabinete

PSDB se aproxima de Kalil, mas condiciona aliança a afastamento de Lula

Banco de Juca Abdalla aumenta a participação na Cemig

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse