O cálculo que animou o PSB com a filiação de Rodrigo Pacheco

Ex-presidente do Senado formalizou sua entrada no partido na noite desta quarta-feira (1º), durante cerimônia em Brasília
Pacheco ainda não decidiu se irá ser candidato a governador de Minas. Foto: Divulgação

A filiação do senador Rodrigo Pacheco ao PSB, sacramentada na noite dessa quarta-feira (1º), em cerimônia na sede do partido em Brasília (DF), foi motivo de comemoração barulhenta na cúpula pessebista pelo potencial de ganhos na eleição proporcional em Minas Gerais.

Nos cálculos do PSB, uma candidatura de Pacheco ao governo pode angariar mais de 150 mil votos à legenda. A estimativa usa como base a candidatura de Alexandre Kalil em 2022 pelo PSD, em que o partido contabilizou cerca de 180 mil votos de legenda.

Ou seja, na prática, a campanha de Pacheco ao governo de Minas pode ajudar e muito o partido a eleger deputados federais.

Apesar do otimismo, falta combinar com o “russo”. Pacheco ainda não decidiu se vai mesmo topar ser candidato ao governo de Minas, e estuda deixar a definição para o limite do período pré-eleitoral.

A propósito, para a sorte do senador, o PSB também filiou outros nomes que poderiam se encaixar em uma eventual candidatura de emergência, como o do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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