Cinco legendas deixarão de ter representantes na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a partir deste mês. O número considera as trocas ocorridas na janela partidária e também um pedido de licença solicitado no fim de março. Saem do Parlamento Estadual o Psol, o Cidadania, o PMN, o Solidariedade e o Podemos.
A maior queda entre o quinteto aconteceu com o Cidadania, que começou o ano com três deputados estaduais. Bosco e Raul Belém, entretanto, rumaram ao PSD, enquanto João Vítor Xavier se licenciou do mandato por causa das atividades na CNN Brasil e na Rádio Itatiaia, onde exerce funções de liderança. O afastamento gerou a convocação do suplente Dalmo Ribeiro, do PSDB — os tucanos e o Cidadania compõem uma federação.
O Psol, por sua vez, perdeu a cadeira ocupada por Bella Gonçalves, que se filiou ao PT. Em 2022, a sigla já havia ficado sem o único assento que possuía na Casa, visto que Andréia de Jesus assim como Bella, passou a integrar os quadros petistas.
No PMN, houve a baixa de Grego da Fundação, agora no União Brasil. No ano passado, o partido já havia liberado Gustavo Valadares para o PSD.
Também ficaram sem representação o Solidariedade e o Podemos, que tinham Wendel Mesquita e Lud Falcão, respectivamente. Enquanto ele se acertou com o União Brasil, ela fechou acordo com o Republicanos.
Embora grande parte das desfiliações ocorridas na janela partidária já tenha sido anunciada publicamente, as mudanças ainda não foram processadas pela Mesa Diretora da Assembleia. Os deputados têm até esta quarta-feira (8) para comunicar as trocas à Casa.
Por causa do vaivém, o Legislativo instituiu um prazo para eventuais mudanças na listagem dos blocos parlamentares. A redistribuição das coalizões poderá ocorrer até o dia 22.
Neste momento, o plenário se divide em três agrupamentos, que consideram as identidades partidárias anteriores à janela de trocas. O bloco “Minas em Frente”, de tendência governista, é composto por PSD, PP, União Brasil, Novo, PMN e Podemos. O “Avança Minas”, que reúne situacionistas e independentes, tem Avante, Cidadania, Republicanos, PDT, PSB, PRD, MDB e Solidariedade.
O terceiro, batizado de “Democracia e Luta”, faz oposição e conta com PT, PCdoB, PV, Psol e Rede. Há, ainda, a bancada do PL, que atua de forma isolada em relação aos blocos.
Perderam, mas não sumiram
Outras siglas sofreram baixas na janela, mas conseguiram manter a representação legislativa. É o caso da Rede Sustentabilidade, que viu Ana Paula Siqueira seguir para o PT, mas continua com Lucas Lasmar. Como o Psol e a Rede formam uma federação — a exemplo de PSDB e Cidadania —, os pessolistas seguem compondo uma coalizão suprapartidária com presença na Casa, apesar da perda individual.
No PDT, em que pese a saída de Carlos Pimenta, permanece o mandato de Thiago Cota.
No PRD, Doutor Paulo foi para o União Brasil e Doorgal Andrada aderiu ao PP. Apesar disso, Roberto Andrade se mantém na legenda. O Avante também entra nessa categoria, já que Arlen Santiago embarcou no MDB — a desfiliação dele já estava programada há meses.
