Medioli não descarta compor chapa ao governo e embaralha cenário do PL em Minas

Ex-prefeito de Betim havia sinalizado interesse em disputar vaga na Assembleia, mas agora mostra abertura a caminho majoritário
O ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli
Antes focado no Parlamento, Medioli agora considera concorrer ao Executivo. Foto: Alexandre Netto/ALMG

Antes tida por aliados como bem encaminhada, a candidatura do empresário Vittorio Medioli (PL) a deputado estadual pode não acontecer. Isso porque, segundo apurou O Fator, ganhou força a possibilidade de o ex-prefeito de Betim (Região Metropolitana) compor uma chapa na disputa pelo governo de Minas Gerais.

Nos bastidores, Medioli tem dito que concorrerá ao cargo que melhor atender às pretensões do PL. Ao listar as hipóteses, menciona a Assembleia Legislativa, a chefia do Executivo estadual e até mesmo o posto de vice-governador.

Segundo interlocutores do ex-prefeito, houve recentes pedidos de lideranças à direita para que ele considerasse, além da Assembleia, a ideia de entrar na corrida rumo ao Palácio Tiradentes. Medioli, que antes não demonstrava inclinação a mudar os rumos, inicialmente postos em direção ao Palácio da Inconfidência, sede do Legislativo estadual, agora não descarta o caminho majoritário.

Oficialmente, o único liberal a se colocar à disposição da sigla para concorrer ao governo estadual é o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. 

Conforme o deputado federal Domingos Sávio, presidente do PL mineiro e pré-candidato ao Senado, tanto Roscoe quanto Medioli são alternativas para representar a sigla na disputa.

Embora classifique ambos como “boas opções”, Sávio diz que o martelo não será batido sem que haja conexão com as articulações em prol da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) à Presidência da República.

“A decisão pelo lançamento da candidatura própria só será tomada após análise das possíveis alianças que ainda estão sendo avaliadas pela direção nacional do PL”, pondera.

Boa relação com Cleitinho

Um dos trunfos indiretos de Medioli é a boa relação com o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos. Mesmo sem se apresentar oficialmente como pré-candidato a governador, o parlamentar abriu conversas com o empresário sobre uma hipotética aliança no pleito deste ano.

Em março, Cleitinho e Medioli trataram do tema em um encontro reservado. A agenda terminou com o senador sinalizando que, em eventual governo do Republicanos, haveria espaço para ter o empresário como componente do primeiro escalão

Em busca de um palanque

O objetivo central do PL — garantir um palanque a Flávio Bolsonaro — faz com que a agremiação não descarte, por ora, nenhum cenário de composição à direita. 

Além da eventual candidatura própria e de uma aliança com Cleitinho, a legenda também não retirou do radar o ingresso na coalizão do governador Mateus Simões, filiado ao PSD e postulante à reeleição.

O embarque no grupo de Simões, entretanto, precisará passar por um acordo a respeito da divisão de espaços na chapa, visto que a pré-candidatura de Domingos Sávio a senador já foi referendada pela direção nacional, liderada por Valdemar Costa Neto. Outra hipótese relacionada ao acordo com o pessedista envolve dar ao PL a prerrogativa de indicar o vice — Medioli também aparece nessa equação.

No que diz respeito ao Senado, pretensão prioritária do PL, há outros dois nomes. Um deles é o do senador Carlos Viana, correligionário de Simões e pré-candidato a novo mandato. Há ainda o ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro. O chefe do Executivo trabalha para tê-lo como um de seus nomes à Casa Alta do Congresso Nacional. 

No entanto, a federação formada por União Brasil e PP vive um impasse: enquanto o presidente nacional do partido de Aro, Ciro Nogueira, afirmou no mês passado a O Fator que o grupo caminhará com Simões, o presidente da aliança no estado, o prefeito belo-horizontino Álvaro Damião, do União, tem evitado cravar de antemão o posicionamento eleitoral que será tomado.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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