Presidente estadual do PL em Minas Gerais, o deputado federal Domingos Sávio, afirmou nesta quarta-feira (5) que o partido deve definir até o final deste mês o caminho que vai tomar para a disputa pelo governo do estado nas eleições deste ano. Para ele, esperar até as convenções partidárias, a partir de julho, seria um equívoco.
“Isso não pode passar de maio, na minha avaliação. Legalmente poderia ir até julho, que são as convenções, mas aí eu acho que seria um erro estratégico”, disse. Ele ponderou, no entanto, que os adversários também ainda não fecharam suas posições.
“Hoje a gente já tem pelo menos o Mateus (Simões) em franca pré-campanha, mas nossos principais adversários também não têm definição. É isso que nos dá um certo conforto”, avaliou, em entrevista a O Fator durante o 41º Congresso Mineiro de Municípios, da Associação Mineira de Municípios (AMM), realizado no Expominas, na Região Oeste de Belo Horizonte.
Entre as opções em avaliação pelo PL estão uma aliança com o governador, Mateus Simões (PSD) ou com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não decidiu se vai concorrer ao comando do estado. Além disso, há nomes da sigla que podem entrar na corrida eleitoral, como o de Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias (Fiemg), e o de Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim.
O deputado e pré-candidato ao Senado descreveu o cenário interno como um “problema bom”, por haver mais de um nome viável para a direita no estado. O risco, segundo ele, não está na quantidade de alternativas, mas sim em deixar passar a hora: “O que não pode ocorrer é a gente perder o timing, o momento certo de tomar essa decisão”.
Alinhamento nacional
O presidente do PL em Minas também afirmou que qualquer decisão sobre o governo do estado passa, antes, pelo alinhamento com o pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ele adiantou que os dois devem se reunir ainda nesta semana para avançar na discussão. “Nós não poderíamos ser irresponsáveis de tomar uma decisão no segundo maior colégio eleitoral do país que não fosse em harmonia com o nosso pré-candidato”, disse.
Domingos Sávio também mencionou a possibilidade de o ex-governador Romeu Zema (Novo) optar sair como vice na chapa com Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno para o PL ganhar mais espaço em Minas.
“Eu, pessoalmente, defendo isso como uma boa opção para Minas e para o Brasil. Agora, é uma decisão que também não cabe só ao PL. Cabe ao Zema também, e a gente tem que ter um pouquinho mais de paciência”, declarou.
