Acionista majoritário da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o governo do estado não estima data para o lançamento da oferta de privatização da empresa. A informação consta em fato relevante emitido pela estatal nessa segunda-feira (11), por ocasião do fim da etapa de credenciamento dos grupos interessados em concorrer pelo posto de investidor de referência.
Como O Fator chegou a mostrar, no início da semana passada havia expectativa de que a oferta fosse publicizada entre sexta-feira (11) e o início desta semana. O fato de a privatização ainda ser tema de debate no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), de levar diretamente ao plenário da Corte uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) questionando o processo de venda, contudo, frearam os planos.
Aegea e Sabesp, em consórcio com a Equatorial, sua controladora, manifestaram formalmente a intenção de disputar os 30% da Copasa oferecidos ao futuro investidor âncora. Esse percentual será descontado dos atuais 50,03% detidos pelo Executivo estadual. Outros 15% da fatia do poder público serão disponibilizados para disputa fracionada no mercado, com o governo mantendo 5%.
Por causa do acompanhamento do TCE-MG, o Palácio Tiradentes precisará comunicar oficialmente a Corte sobre o eventual lançamento da oferta.
Embora o caminho com um parceiro estratégico seja tido como bastante provável, o Palácio Tiradentes mantém em stand by um plano B, que prevê a pulverização, até a totalidade, das ações do governo. Esse percurso transformaria a Copasa em uma corporation.