O cálculo de votos para a sessão que pode aprovar impeachment de Coronel Sandro em Valadares

Avaliação de interlocutores é que aprovação da cassação tem maioria consolidada no Legislativo municipal
Prefeito terá dificuldades para reverter cenário atual na Câmara Municipal. Foto: Alexandre Netto/ALMG

Vereadores, observadores da cena política de Governador Valadares (Vale do Rio Doce) e até mesmo alguns aliados do prefeito Coronel Sandro (PL) reconhecem que ele chega em desvantagem à votação do pedido de impeachment, marcada para esta quinta-feira (14).

Reservadamente, fontes ouvidas por O Fator calculam, neste momento, um placar com 15 votos favoráveis à cassação do mandato e seis manifestações contrárias.

O processo de impeachment aponta irregularidades na contratação do transporte escolar municipal. Na sexta-feira (8), a Comissão Processante da Câmara aprovou parecer recomendando o afastamento do prefeito.

O ambiente desfavorável a Coronel Sandro ganhou ainda mais força nessa terça-feira (12), quando o Legislativo aprovou o recebimento de uma nova denúncia contra ele. Desta vez, há indícios de superfaturamento de até R$ 7,8 milhões na compra de kits escolares.

Treze vereadores votaram favoravelmente à admissão da denúncia; houve seis votos contrários. O painel do plenário ainda registrou uma ausência e uma abstenção.

A nova representação sustenta que a prefeitura teria adquirido kits escolares por valores superiores aos registrados em atas de preços de outros consórcios públicos e do próprio governo federal.

A denúncia, protocolada por José Raimundo Ferreira, morador da cidade, cita um contrato firmado entre o município e a empresa C&F Educacional e Comércio de Papelaria. O acordo, sustenta, teve valor global de R$ 9,3 milhões e foi celebrado por meio da adesão a uma ata de registro de preços.

Vereadores avaliam que o resultado da votação da nova denúncia acabou funcionando como um termômetro do atual isolamento político enfrentado pelo prefeito dentro da Câmara.

Interlocutores ouvidos pela reportagem afirmam que, desde a aprovação do parecer da comissão processante a respeito da denúncia ligada ao transporte escolar, alguns dos parlamentares que ainda demonstravam resistência ao impeachment passaram a considerar o afastamento como um cenário provável.

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

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