A dúvida da Equatorial na privatização da Copasa

Associação entre Sabesp e Equatorial é comumente feita entre pessoas a par do processo de desestatização
Sede da Copasa em BH
Charlles Evangelista foi deputado federal entre 2019 e 2023. Foto: Divulgação/Copasa

Credenciada para participar do processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Sabesp vive uma espécie de impasse. O Fator apurou que a entrada da Equatorial, controladora da Sabesp, como sócia na oferta, não é certeza.

Assim, em um cenário sem a Equatorial, a Sabesp poderia buscar outra parceira para a disputa pelo controle da Copasa. A hipótese de a empresa paulista entrar no jogo sem sua controladora, contudo, é vista por interlocutores como menos provável. Fontes avaliam que, se a Equatorial decidir ficar de fora, a Sabesp pode trilhar a mesma rota.

A etapa prévia à oferta de privatização terminou com manifestações de interesse por parte da Sabesp e da Aegea. As duas empresas desejam assumir o posto de investidor âncora da Copasa, adquirindo 30% dos 50,03% que hoje estão sob o controle do governo estadual.

A associação entre Sabesp e Equatorial é comumente feita entre pessoas a par do processo de privatização. Na semana passada, o governador Mateus Simões (PSD) fez tal conexão ao comentar o fim do período de credenciamento.

“A Sabesp está junto com a Equatorial, que tem uma operação enorme. A Aegea coordena mais consumidores do que a Copasa tem. Então, nos deu muita tranquilidade. (Ambas) têm capacidade financeira e operacional de participar do leilão como (potencial investidor) relevante”, falou, em tom elogioso.

No início do mês, o presidente da Sabesp, Carlos Piani, apontou como percurso natural a parceria com a Equatorial na corrida pela Copasa, mas evitou cravar a dobradinha.

“Não posso confirmar a parceria, mas acho que é algo que queremos buscar, e a Equatorial é um parceiro de primeira escolha. É algo que consideramos benéfico para neste momento”, considerou.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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