Banco de Juca Abdalla aumenta a participação na Cemig

Compra de ações por parte do clássico colocou o percentual da instituição financeira na energética perto dos 18%
A sede da Cemig, em BH
Banco Clássico, controlado por Juca Abdalla, é o maior acionista privado da energética. Foto: Clarissa Barçante/ALMG

O Banco Clássico aumentou a participação acionária na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A instituição controlada por José João Abdalla Filho, o Juca Abdalla, agora possui 17,63% da estatal.

O incremento realizado pelo Clássico foi informado ao mercado na noite dessa quarta-feira (20). Segundo Abdalla, a transação tem o objetivo de “diversificar os investimentos em energia elétrica” do Dinâmica Energia FIF, fundo de investimentos mantido pelo banco para alocações no setor.

Ainda conforme o controlador da instituição financeira, há a intenção de “direcionar parte dos investimentos do banco para o setor de infraestrutura do país”.

Para chegar aos 17,63%, o Clássico, por meio do Dinâmica Energia, adquiriu 7,4 milhões de ações preferenciais da Cemig. Agora, o veículo possui 32,82% dos títulos ordinários e 10% dos papéis preferenciais.

Antes de chegar aos 17,63%, a participação do Banco Clássico na companhia mineira estava em 16,89%. Maior acionista, o governo estadual detém 17,04%.

No ano passado, durante as tratativas para a entrada de Minas Gerais no Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), o Palácio Tiradentes sinalizou à União a disposição de entregar uma participação acionária na Cemig por meio da transformação da companhia em corporation

A mudança, entretanto, dependeria de aval da Assembleia Legislativa (ALMG). E, como O Fator mostrou, a Casa não tem disposição de votar a questão. A prioridade no que tange ao Propag é a privatização da Companhia de Saneamento (Copasa), cujos recursos serão aportados em obras de infraestrutura previstas como contrapartida ao refinanciamento. A fatia da Cemig oferecida ao governo federal tem valor de aproximadamente R$ 13,5 bilhões.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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