O Banco Clássico aumentou a participação acionária na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A instituição controlada por José João Abdalla Filho, o Juca Abdalla, agora possui 17,63% da estatal.
O incremento realizado pelo Clássico foi informado ao mercado na noite dessa quarta-feira (20). Segundo Abdalla, a transação tem o objetivo de “diversificar os investimentos em energia elétrica” do Dinâmica Energia FIF, fundo de investimentos mantido pelo banco para alocações no setor.
Ainda conforme o controlador da instituição financeira, há a intenção de “direcionar parte dos investimentos do banco para o setor de infraestrutura do país”.
Para chegar aos 17,63%, o Clássico, por meio do Dinâmica Energia, adquiriu 7,4 milhões de ações preferenciais da Cemig. Agora, o veículo possui 32,82% dos títulos ordinários e 10% dos papéis preferenciais.
Antes de chegar aos 17,63%, a participação do Banco Clássico na companhia mineira estava em 16,89%. Maior acionista, o governo estadual detém 17,04%.
No ano passado, durante as tratativas para a entrada de Minas Gerais no Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), o Palácio Tiradentes sinalizou à União a disposição de entregar uma participação acionária na Cemig por meio da transformação da companhia em corporation.
A mudança, entretanto, dependeria de aval da Assembleia Legislativa (ALMG). E, como O Fator mostrou, a Casa não tem disposição de votar a questão. A prioridade no que tange ao Propag é a privatização da Companhia de Saneamento (Copasa), cujos recursos serão aportados em obras de infraestrutura previstas como contrapartida ao refinanciamento. A fatia da Cemig oferecida ao governo federal tem valor de aproximadamente R$ 13,5 bilhões.