O PT planeja testar, em pesquisas pré-eleitorais, nomes cotados para disputar o governo de Minas Gerais caso o senador Rodrigo Pacheco (PSB) decida não concorrer ao cargo. A ideia de colocar as alternativas a Pacheco nas sondagens eleitorais foi um dos temas debatidos nesta segunda-feira (25), em reunião entre o presidente nacional do partido, Edinho Silva, e petistas mineiros.
Josué Gomes (PSB), ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiesp), será um dos nomes testados. As pesquisas também devem incluir os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, bem como a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart. Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado Federal, tende a ser outra testada, mas ela já reiterou publicamente que não pretende deixar de lado a campanha ao Congresso Nacional.
Sob reservas, integrantes do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT mineiro afirmaram a O Fator que o clima da reunião desta segunda-feira foi de tensão, já que o partido está “sem candidato” ao Palácio Tiradentes.
“A reunião teve como foco a construção de uma candidatura consistente para o governo de Minas Gerais, a partir das discussões sobre a conjuntura política do estado, e reafirmou a necessidade de continuidade do diálogo entre a direção partidária, a militância e as forças progressistas mineiras”, pontuou, em nota, a direção do PT em Minas, capitaneada pela deputada estadual Leninha.
No sábado (30), petistas se reunirão em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No comunicado sobre a agenda com Edinho, o diretório estadual do PT informou esperar que, até o encontro do fim de semana, “haja uma resolução de definição sobre a candidatura majoritária em Minas Gerais”.
Espera por Pacheco
Desde o ano passado, integrantes do PT no estado apostavam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convenceria Pacheco a ser candidato. Duas semanas atrás, o ex-presidente do Senado indicou a Edinho que a tendência é não concorrer ao Executivo estadual. A questão só será fechada, contudo, após conversa com o chefe do governo federal.
Na terça-feira (19), em entrevista ao economista Felipe Salto, durante o podcast da corretora Warren Investimentos, Edinho cravou que Pacheco não pleiteará o Palácio Tiradentes.
“Em Minas Gerais, estávamos trabalhando com a candidatura do Rodrigo Pacheco. Infelizmente, ele optou por não ser candidato. Reabrimos o diálogo em Minas Gerais. Estamos conversando com várias lideranças em Minas. Temos certeza de que vamos construir um palanque forte para o presidente (Lula) em Minas”, assegurou.
A despeito da declaração do dirigente, aliados de Pacheco garantiram que a decisão só será efetivamente tomada após a conversa com Lula. Essa impressão é a mesma de petistas. O entendimento é de que a ideia de ter o senador como palanque no estado foi incensada pelo presidente da República — por isso, avaliam, caberá a ele encerrar de vez o assunto.