A Sigma Lithium, maior mineradora de lítio do Brasil, enviou comunicado a acionistas nesta terça-feira (2), indicando a reeleição de seus atuais cinco conselheiros de administração. Os acionistas da mineradora, que opera nas cidades de Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha, votarão se aceitam os nomes no próximo dia 30.
Entre os nomes indicados estão o da atual CEO da empresa, Ana Cabral, e o da ex-senadora Kátia Abreu (PT-TO). A ex-parlamentar assumiu a vaga de conselheira de administração da mineradora em janeiro deste ano, após renúncia de Eugênio De Zagottis; ela ainda não participou de reuniões do conselho.
No Conselho de Administração da Sigma, Abreu atua nos comitês de auditoria, finanças e riscos e de pessoas e governança. Além da Sigma, ela também é conselheira de administração da JBS.
Ainda foram indicados para recondução os conselheiros Marcelo Paiva, Junaid Jafar e Alexandre Rodrigues Cabral.
Tanto Ana Cabral quanto Marcelo Paiva são acionistas do fundo A10 Investimentos, que detém o maior número de ações da Sigma Lithium (42,5%).
Remunerações
O informe divulgado nesta terça traz informações sobre as remunerações dos conselheiros de administração da Sigma Lithium. Acumulando os cargos de conselheira de administração e CEO, Ana Cabral recebeu em 2025 US$ 579 mil (R$ 2,9 milhões), semelhante aos US$ 524 mil do ano anterior, mas bem abaixo dos US$ 5,6 milhões recebidos em 2023.
Já Marcelo Paiva recebeu US$ 120 mil no ano passado apenas como membro do conselho.
Em 2025, o conselheiro não executivo que recebeu a maior remuneração foi o saudita Junaid Jafar, do Al Muhaidib Group, um dos maiores conglomerados da Arábia Saudita. Ele embolsou US$ 394 mil.
Como Kátia Abreu entrou para o Conselho da Sigma apenas em janeiro deste ano, ainda não há informações sobre sua remuneração. De Zagottis,o antecessor, no entanto, recebeu US$ 120 mil.